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Entidades e juristas lançam carta em defesa da soberania nacional em ato na USP


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A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco, no centro da capital paulista, foi palco, na manhã desta sexta-feira (25), de um ato em defesa da soberania nacional, com a presença de juristas e entidades da sociedade civil. No ato, foi lançada em defesa da soberania do Brasil.

O evento acontece em meio ao embate do governo federal com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A carta foi lida por Cida Bento, criadora do conceito de “pacto da branquitude”. Ao final do ato, 8.164 assinaturas haviam sido coletadas.

“O ato une todos aqueles que defendem a democracia, a soberania nacional e não aceitam interferência externa em assuntos brasileiros. É defender a economia popular porque esse tarifaço, essa ameaça de sanção afeta às famílias brasileiras, o emprego do trabalhador brasileiro e afeta o desenvolvimento econômico do Brasil, que precisa de uma revolução tecnológica, de uma mudança na estrutura tributária e financeira. Como o Brasil é uma potência, ele contraria interesses do Império, dos Estados Unidos, no caso”, salientou o ex-ministro José Dirceu, presente no ato.

Também estiveram presentes no ato figuras como o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o presidente do PT, Edinho Silva, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, o ex-jogador Walter Casagrande e o empresário Josué Gomes da Silva.

“Nós temos que defender a soberania nacional, a questão não é ter direita ou esquerda, o povo brasileiro está sendo atacado pelo governo americano de uma forma injusta, forçada e incentivado por traidores da Pátria. A questão é você olhar e falar ‘eu não quero ser traído, eu sou brasileiro, gosto do Brasil’. Eu não aceito de forma nenhuma interferência de um outro governo”, disse Walter Casagrande ao ICL Notícias.

“Esse ato reúne setores de diferentes espectros políticos e ideológicos com um objetivo: a defesa da soberania nacional e das instituições democráticas brasileiras. O que os Estados Unidos fez, através do seu presidente Donald Trump, articulado por setores da extrema direita, leia-se família Bolsonaro, é algo inaceitável”, destacou o ex-ministro José Eduardo Cardozo

Mais de cem entidades compareceram ao Largo do São Francisco, incluindo universidades, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a Força Sindical. O ato também contou com o apoio de pelo menos 150 organizações da sociedade civil. Estão na lista o Centro Acadêmico XI de Agosto, a Comissão Arns e a UNE (União Nacional dos Estudantes), além de centrais sindicais, o coletivo Prerrogativas e o grupo Direitos Já! Fórum pela Democracia.

“É um ato muito importante que dialoga com outros atos que já foram feitos aqui. O país segue dividido pela intolerância e pelo ódio, e as nossas instituições estão sendo atacadas pelo presidente Donald Trump e por seus aliados, a família Bolsonaro: as nossas instituições, a independência do nosso sistema de Justiça e a soberania do país. Nós estamos aqui para fazer um chamado ao país para que permaneça em estado de vigilância e alerta contra esses arroubos autoritários”, comentou o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do grupo Prerrogativas.

USP

Ato Em Defesa da Soberania Nacional na Faculdade de Direito da USP. (Foto: Reprodução/Faculdade de Direito da Usp, no YouTube)

Tarifaço de Trump

O presidente Donald Trump anunciou em uma carta em 9 de julho que elevou as tarifas de produtos brasileiros exportados para o mercado americano, sugerindo que a redução delas poderia acontecer caso haja interrupção do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF (Supremo Tribunal Federal) pelos atos golpistas.

Após o anúncio de Trump, o presidente Lula afirmou que o Brasil “não aceitará ser tutelado por ninguém” e que o aumento unilateral de tarifas sobre exportações brasileiras será respondido com base na Lei da Reciprocidade Econômica.

O petista declarou ainda que o processo judicial contra os envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023 é de competência exclusiva da Justiça brasileira. Além disso, o governo brasileiro disse a representantes da embaixada dos EUA que devolve a carta de Trump.

“O presidente Lula tem toda uma vida dedicada à defesa da democracia, do Estado Democratico, das liberdades e da soberania do Brasil. Ele tem respondido com a altivez que a gente espera de um chefe de Estado, principalmente de um estadista como é o presidente Lula”, salientou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

USP já foi palco de outros atos

O Largo de São Francisco sediou um ato histórico em defesa da democracia em agosto de 2022, antes das eleições. O evento reuniu alunos, políticos, ex-ministros do STF e empresários. Na ocasião, foi lida a “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito”, que atingiu mais de um milhão de assinaturas.

“Em agosto de 2022, eu estava aqui e fiz um pronunciamento em nome da sociedade civil pela democracia. Nós estávamos com medo que a democracia sucumbisse com o advento do Bolsonaro, que queria continuar no poder. Hoje, não estamos só pela democracia, nós estamos lutando pela soberania brasileira, que não pode ser aviltada por intromissão de estrangeiros e de mau brasileiros que não estão compreendendo que é hora de estarmos juntos”, disse o advogado José Carlos Dias

*Com reportagem de Laura Kotscho





Fonte: ICL Notícias

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