Exportações de café do Brasil crescem mais de 50% no início de setembro


As exportações brasileiras de café verde cresceram mais de 50% no início de setembro na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta segunda-feira (14). O avanço ocorre após o setor registrar um recorde de embarques para o mês de agosto.

Nas duas primeiras semanas de setembro, o Brasil exportou 107,9 mil toneladas de café, volume equivalente a cerca de 1,8 milhão de sacas de 60 quilos. A média diária chegou a 13,49 mil toneladas, ante 8,9 mil toneladas registradas ao longo de setembro de 2025.

O desempenho ocorre em um momento de maior disponibilidade de café no país após atrasos na colheita em julho. Em agosto, mais de 4 milhões de sacas de 60 quilos foram enviadas ao exterior, maior volume já registrado para o mês, de acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Petróleo tem salto de 75,6%

O petróleo também apresentou forte crescimento nas vendas ao exterior. Até a segunda semana de setembro, foram embarcadas 5,25 milhões de toneladas, com média diária de 656,2 mil toneladas — avanço de 75,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

A alta ocorre após a produção brasileira de petróleo atingir nível recorde em julho pelo segundo mês consecutivo.

A soja, outro produto de peso na pauta de exportações brasileira, também registrou crescimento. Os embarques chegaram a 2,92 milhões de toneladas nas duas primeiras semanas do mês, com média diária de 364,4 mil toneladas. O resultado representa alta de 9,2% na comparação anual e ocorre em meio a uma safra recorde no país.

Milho e carne bovina registram queda

Na direção contrária, as exportações de milho recuaram 16,7% em relação a setembro de 2025. O Brasil enviou 2,29 milhões de toneladas ao exterior até a segunda semana do mês, com média diária de 286,2 mil toneladas.

O cereal brasileiro enfrenta maior concorrência do produto argentino, enquanto uma parcela maior da produção nacional vem sendo destinada à fabricação de etanol.

A carne bovina também registrou queda. Foram exportadas 79,8 mil toneladas nas duas primeiras semanas de setembro, com média diária de 9,96 mil toneladas. O volume representa uma redução de 30,3% na comparação com o mesmo período de 2025.

O recuo já havia sido observado em agosto e ocorre após o encerramento da cota de importação da China sujeita a uma tarifa mais baixa em 2026.





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