Gastos de brasileiros no exterior somam US$ 1,83 bi em junho


ouça este conteúdo

00:00 / 00:00

1x

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 1,83 bilhão em junho, o maior valor para o mês desde 2014, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (25) pelo Banco Central (BC). Naquele ano, as despesas internacionais somaram US$ 2 bilhões.

Com esse desempenho, o primeiro semestre de 2025 fecha com gastos acumulados de US$ 10,17 bilhões — também o maior patamar desde 2014, quando atingiu US$ 12,44 bilhões.

O aumento ocorre mesmo em meio a medidas do governo que encareceram o câmbio, refletindo o apetite de consumo externo em um cenário de crescimento econômico e queda do dólar.

IOF mais alto não freou gastos de brasileiros

Um dos fatores que poderia conter o avanço dessas despesas — o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) — não se mostrou suficiente para barrar a tendência. Em maio, o governo elevou o IOF para a compra de moeda estrangeira em espécie, que passou de 1,1% para 3,5%, além de igualar a alíquota de remessas para contas no exterior ao mesmo patamar.

Com essa mudança, operações que antes eram estratégias para economizar tributos — como a compra de moeda em espécie ou envio de recursos para contas próprias no exterior — passaram a ter custo tributário equivalente ao dos cartões de crédito, cuja alíquota subiu de 3,38% para 3,5%.

Apesar disso, as novas regras vigoraram por pouco tempo: foram derrubadas pelo Congresso em 27 de junho e, posteriormente, restauradas quase integralmente em 16 de julho, por decisão do STF.

Dólar em queda e economia aquecida

A valorização do real frente ao dólar também ajudou a compensar o impacto do IOF. Desde o início do ano, a moeda norte-americana acumula queda de 10,68%, fechando na quinta-feira (24) a R$ 5,5198. Esse recuo torna mais acessíveis os gastos no exterior, mesmo com o aumento tributário.

Outro fator que favorece o crescimento das despesas externas é o desempenho da economia brasileira. Apesar de uma desaceleração recente, o país mantém ritmo de crescimento, com PIB em alta e consumo aquecido — mesmo com a taxa básica de juros (Selic) elevada a 15% ao ano. Esse cenário incentiva viagens internacionais e eleva o uso de recursos fora do país.

Contas externas se deterioram

O avanço nos gastos externos contribuiu para o aumento do déficit nas contas externas brasileiras. No primeiro semestre, o resultado negativo somou US$ 32,8 bilhões — um salto de 87% na comparação com o mesmo período de 2024.

Em junho, o déficit foi de US$ 5,13 bilhões, superior ao saldo negativo de US$ 3,36 bilhões registrado em igual mês do ano passado. O resultado é composto por três grandes componentes: a balança comercial (exportações e importações), serviços (como turismo) e rendas (remessas de lucros, juros e dividendos ao exterior).

A principal fonte de deterioração foi a queda no superávit da balança comercial, que caiu de US$ 37,2 bilhões no primeiro semestre de 2024 para US$ 26 bilhões neste ano.

Segundo o Banco Central, déficits maiores nas contas externas são comuns em momentos de crescimento econômico, já que o país consome mais bens e serviços internacionais.

Investimento estrangeiro cobre rombo

Apesar do aumento do déficit externo, os investimentos estrangeiros diretos (IED) no país continuam suficientes para financiar o rombo. Entre janeiro e junho, os aportes somaram US$ 33,75 bilhões, superando o déficit de US$ 32,8 bilhões.

Entretanto, houve queda de 11% nos investimentos em relação ao mesmo período do ano anterior. Em junho, os ingressos de IED foram de US$ 2,81 bilhões — menos da metade dos US$ 6,27 bilhões registrados em junho de 2024.

Para 2025, o Banco Central projeta um total de US$ 70 bilhões em investimentos estrangeiros diretos, valor similar ao registrado em 2024 (US$ 71,1 bilhões).





Fonte: ICL Notícias

Internado, Parreira passa por cirurgia no Rio de Janeiro

Guilherme Jeronymo – da Agência Brasil O técnico Carlos Alberto Parreira, de 83...

Número de mortos por terremoto na Venezuela sobe para 1.450

Os terremotos ocorridos na...

Caos climático: El Niño ameaça SP com fogo, temporal e seca

Por Clayton Castelani (Folhapress) – A chuva acima da média em São Paulo neste início de inverno,...

Amazonas Repórter

Tudo

Caminhão com quase 900 quilos de maconha tomba na BR 262, no Espírito Santo

Um caminhão com cerca de 884 quilos de maconha tombou na BR-262, em Marechal Floriano, no Espírito Santo, na manhã deste...

Governo Cláudio Castro denunciado à PGR por investir no Master R$ 1,2 bi da previdência e Cedae

Por Chico Alves O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) encaminhou notícia-crime à...