Governo prepara operação especial para evitar apagões durante as eleições


O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estruturou um plano especial de contingência para monitorar o desempenho da rede nacional e garantir a estabilidade do fornecimento de energia durante o período eleitoral. A medida busca blindar os serviços básicos e a infraestrutura de votação contra falhas operacionais ou eventuais desastres climáticos na rede de distribuição.

Diante dos desafios logísticos em regiões vulneráveis, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) repassou informações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o adiantamento de verbas da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). A prioridade é estocar insumos em usinas que atendem comunidades isoladas da Amazônia, reduzindo o risco de desabastecimento em períodos de seca e rios rasos.

A mobilização preventiva envolve o reforço das equipes das distribuidoras no campo e o monitoramento em tempo real do sistema. Segundo a direção do ONS, o planejamento da infraestrutura vem sendo desenhado há meses para mitigar qualquer gargalo técnico durante a votação.

“Sempre tem uma operação especial, mas a gente está trabalhando há meses, vem desenvolvendo (esse trabalho). Então, não vejo nenhum problema, a não ser que seja uma catástrofe”, afirmou o diretor-geral do ONS, Márcio Rea, em conversa com jornalistas em Brasília.

Eleições
Plano especial de contingência para monitorar o desempenho da rede nacional e garantir a estabilidade do fornecimento de energia durante o período eleitoral foi estruturado pela ONS (Foto: Fabio-Pozzebom / Agencia Brasil)

Alerta para os impactos climáticos no setor elétrico

A preocupação das autoridades energéticas se estende para os próximos anos devido à volatilidade de fenômenos extremados, como o El Niño, que altera o regime de chuvas e eleva a seca no Norte e Nordeste. O receio é que a fragilidade climática sobrecarregue a malha de transmissões do país, exigindo manobras rápidas de recuperação do fornecimento.

Mesmo sob o risco de tempestades ou vendavais danificarem a infraestrutura física de transmissão em momentos críticos, o órgão regulador garante que há alternativas de rede para redirecionar o fluxo e evitar o colapso do serviço.

“A gente tem um trabalho de prevenção. Não tem como saber o que vai vir, de onde vai vir o vento, mas, nos eventos que antecederam, conseguimos não ter interrupção de energia. Mesmo tendo mais de 20 torres afetadas, conseguimos manter o suprimento de energia”, completou Rea.





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