Hacker tenta aplicar golpe bilionário em banco, mas cai em armadilha da polícia


Um hacker foi preso em flagrante na cidade de São Paulo, acusado de tentar aplicar um golpe multimilionário na instituição financeira Agibank. Em sua trama, ele queria enviar o dinheiro roubado para contas de laranjas e carteiras de criptomoedas.

O hacker foi detido após uma reunião marcada com uma funcionária do setor de TI do banco, que, na verdade, estava sendo representada por uma policial disfarçada. A situação ocorreu no dia 16 de janeiro de 2025.

Durante a conversa, o suspeito revelou detalhes sobre o modus operandi do grupo criminoso, que contava com mais cinco integrantes, incluindo hackers especializados e colaboradores internos da instituição financeira.

Hacker queria ajuda de funcionária de TI para implantar software malicioso no Agibank

O plano envolvia não só a invasão dos sistemas bancários para realizar transferências fraudulentas, mas também a utilização de criptomoedas para ocultar os valores desviados – uma tentativa de dificultar o rastreamento do dinheiro.

Durante a conversa, o suspeito revelou detalhes sobre o modus operandi do grupo criminoso. De acordo com ele, o grupo contava com mais cinco integrantes, incluindo hackers especializados e colaboradores internos da instituição financeira.

O objetivo do grupo era instalar um software malicioso no sistema do Banco Agibank, permitindo o controle remoto das contas corporativas e a realização de transferências fraudulentas para uma “conta-mãe”.

Posteriormente, o dinheiro seria redistribuído para mais de 600 contas de laranja, e parte dele seria convertido em criptomoedas. O valor potencial do golpe foi estimado em cerca de R$ 200 milhões.

Setor de segurança do banco agiu para prevenir assalto cibernético

A investigação teve início após o setor de segurança do Banco Agibank ter recebido denúncias sobre contatos suspeitos de indivíduos oferecendo vantagens financeiras ilícitas em troca do acesso ao sistema interno da instituição.

Durante esses contatos, os criminosos não só tentavam aliciar funcionários do banco, mas também faziam ameaças às suas famílias caso as exigências não fossem atendidas.

A prisão do hacker foi realizada após a Polícia Civil interceptar o encontro marcado em um restaurante próximo ao aeroporto. A abordagem ocorreu quando o suspeito entrou no local e reconheceu a policial disfarçada, iniciando uma conversa sobre o esquema criminoso.

Durante a conversa, o hacker detalhou a operação, mencionando as criptomoedas como uma das formas de ocultar os recursos desviados.

Indícios sólidos de crime colaboraram para juiz negar habeas corpus

A gravidade do caso foi reforçada pela própria decisão judicial, que destacou a existência de indícios sólidos da autoria do crime, com provas documentais e testemunhais que envolvem diretamente o suspeito.

A prisão preventiva foi decretada, levando em consideração a periculosidade do grupo, a complexidade do crime e o risco de reiteração delitiva. Nos últimos dias, o hacker tentou um pedido de habeas corpus para responder em liberdade, mas a justiça de São Paulo negou, citando que há riscos caso ele fique fora da prisão.

Decisão negou habeas corpus para hacker investigado por invadir sistemas do AgibankDecisão negou habeas corpus para hacker investigado por invadir sistemas do Agibank
Decisão negou habeas corpus para hacker investigado por invadir sistemas do Agibank. Trecho de processo a que o Livecoins obteve acesso.

O hacker e os demais envolvidos no esquema seguem investigados por diversos crimes, incluindo extorsão, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O nome do hacker não será divulgado pela reportagem.





Fonte: Livecoins

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