Ibovespa recua no penúltimo pregão do ano


No penúltimo pregão do ano, nesta segunda-feira (29), o Ibovespa encerrou em queda de 0,25%, aos 160.490 pontos, pressionado pelo desempenho negativo dos pesos-pesados do índice e pela influência de Wall Street, mesmo diante da forte valorização das commodities no mercado internacional.

Já o dólar à vista avançou 0,44%, cotado a R$ 5,57, refletindo maior aversão ao risco no ambiente doméstico.

Os bancos, que têm grande peso no IBOV, recuaram em bloco, com o mercado precificando o escândalo do Banco Master, especialmente em torno da pressão que o Banco Central vem sofrendo por ter determinado a liquidação da instituição. O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), marcou uma acareação para esta terça-feira (30) entre o diretor de Fiscalização da autarquia, Aílton de Aquino, o banqueiro Daniel Vorcaro, um dos sócios do Master, e o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa.

Ainda nesta segunda-feira, o BC enviou ao TCU (Tribunal de Contas da União), explicações sobre a liquidação.

Na esfera política, pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas mostrou que a desaprovação ao governo do presidente Lula (PT) permaneceu em 50,9%, enquanto a taxa de aprovação recuou levemente para 45,6%.

Em segundo plano, o governo central registrou déficit primário de R$ 20,2 bilhões em novembro, acima da expectativa do mercado, que projetava resultado negativo de R$ 13,5 bilhões. No acumulado do ano, o déficit soma R$ 83,8 bilhões, reacendendo preocupações quanto ao cumprimento da meta fiscal, que prevê resultado primário zero, dentro de uma margem de tolerância de até R$ 31 bilhões.

Entre os destaques setoriais, ações ligadas ao petróleo avançaram com a alta de mais de 2% do Brent, impulsionado por tensões geopolíticas. A Petrobras fechou em leve alta, mesmo após informar a interrupção temporária da produção na plataforma P-69, no pré-sal.

A Vale destoou da valorização do minério de ferro no exterior e caiu quase 2%, figurando como a ação mais negociada da sessão, com giro financeiro superior a R$ 1 bilhão, reforçando a pressão negativa sobre o índice.

Mercado externo

Os índices de Wall Street caíram com a pressão do setor de tecnologia e realização dos lucros recentes. Na última sexta-feira (26), o S&P 500 renovou a máxima nominal intradia histórica aos 6.945,77 pontos e fechou em recorde.

O Dow Jones caiu 0,51%, aos 48.461,93 pontos; o S&P 500, -0,35%, aos 6.905,74 pontos; e o Nasdaq, -0,50%, aos 23.474,34 pontos.





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