Irritado por ser tratado como ‘inimigo do povo’, Motta quer pautar anistia para golpistas


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Apesar de dizer que busca o entendimento com o Executivo, após a decisão do Supremo Tribunal Federal que anulou tanto o aumento do IOF quanto a decisão da Câmara contra o decreto do governo, Hugo Motta (Republicanos-PB) continua irritado com a campanha nas redes sociais que o rotulou como “inimigo do povo”. Ele culpa o governo pelo apelido e planeja uma represália em conjunto com os bolsonaristas: quer pautar ainda este mês o projeto de anistia para os golpistas do 8 de Janeiro.

A intenção do presidente da Câmara é discutir o assunto já na segunda-feira (7), em reunião com reprsentantes da oposição. Na pauta também estará a decisão do Supremo sobre o aumento do IOF.

Políticos próximos a Hugo Motta têm alertado, no entanto, que o deputado deve ter muito cuidado  com essa estratégia, para não provocar o miistro Alexandre de Moraes, do STF. Também citam o risco de voltar a fazer crescer a onda de críticas nas redes, que tende a arrefecer no fim de semana.

Entre os governistas, a possibilidade de o presidente da Câmara pautar um projeto alternativo de anistia foi bastante criticado.

“É preciso continuar e ampliar a mobilização de rua e de rede. Pressão política em cima do Congresso”, diz o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ). “Taxar os super-ricos não pode, aumentar o número de deputados, pode. Anistia para golpistas, pode também. Isso é o retrato daquilo que mantém esse país injusto, desigual, protegendo bilionários e sacrificando o povo”.

A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) recorda outro momento ruim do presidente da Câmara. “No discurso de posse, Hugo Motta lembrou do filme ‘Ainda estou aqui’ e disse defender a democracia. Mas na primeira grande reação popular e democrática às decisões do Congresso, tomou um lado: o dos golpistas”, destaca Sâmia. “Além disso, para quem disse buscar equilíbrio, mostra na verdade que está disposto a ampliar a tensão entre os poderes, ao buscar reverter as decisões do Supremo”.

Segundo informações do G1, o presidente da Câmara trabalha em um texto alternativo, que garanta punição a quem invadiu e depredou as sedes dos Três Poderes, mas suavizando as penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que chegam a 17 anos de prisão.

Dessa forma, Motta evitaria um confronto direto sobre o tema com o Judiciário e agradaria a oposição, que tem a pauta como prioritária. Além disso, um meio termo pode ganhar a adesão de parlamentares que, hoje, são contrários a uma anistia geral e irrestrita.

“Bora pra cima com pedagogia, consciência política, pé no chão e conversando com todo mundo. Rua e rede”, incentiva Henrique Vieira.

Motta

João Doria e Hugo Motta

Motta do lado dos ricos

De acordo com a consultoria Bites, o deputado foi citado em 1,08 milhão de posts desde 17 de junho, um dia após a Câmara aprovar regime de urgência para o projeto que sustou o aumento do IOF. No mesmo período, Alcolumbre foi mencionado em 212 mil publicações.

As menções ao presidente da Câmara, em apenas 15 dias, representaram quase 30% de tudo o que foi falado sobre ele em todo o ano de 2025. E se intensificaram nesta semana, após um ataque coordenado da esquerda para levar à internet o discurso de que Lula estaria atuando em favor dos mais pobres, enquanto o Congresso defenderia os ricos.





Fonte: ICL Notícias

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