Por Tempo Real RJ
A Justiça do Rio manteve a prisão da cúpula do Instituto Rio Metrópole (IRM), alvos da Operação Ouroboros, deflagrada pelo MPRJ no início do mês. Além do ex-presidente Davi Perini Vermelho, o Didê, Mauricio Knoploch — pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL); Amanda Íthala — nora de Maurício; e Franquis Dias Nepomuceno — delegado da Polícia Civil, vão continuar presos por decisão da desembargadora Mônica Tolledo de Oliveira, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ).
Eles estão preso desde 9 de julho. A investigação apura um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e organização criminosa que movimentou ilegalmente cerca de R$ 86 milhões em contratos celebrados pelo IRM.
Ainda não há informação sobre pedido de habeas corpus em favor de Caroline Soares Barros, conhecida como “Mulher da Mala”.

Justiça manda soltar ex-procurador do IRM
Em contrapartida, a desembargadora Mônica Tolledo de Oliveira concedeu habeas corpus para determinar a libertação de Marcelo Lopes da Silva, ex-procurador-geral do Estado e do Instituto Rio Metrópole (IRM).
Com a revogação da prisão preventiva, Marcelo Lopes da Silva responderá ao processo em liberdade, mas deverá cumprir medidas cautelares impostas pelo tribunal.
Entre as determinações estão o comparecimento periódico em juízo, a proibição de manter contato com os demais réus e testemunhas do caso, a proibição de se ausentar da comarca por mais de 15 dias sem autorização e a manutenção do seu afastamento de cargos públicos.



