Marina Silva cobra mais mulheres no Senado e defende fortalecimento da democracia


Por Rodrigo de Andrade*

A pré-candidata ao Senado Marina Silva defendeu, na última sexta-feira (24), uma maior participação de mulheres na política e a eleição de parlamentares comprometidos com o fortalecimento da democracia, o enfrentamento das mudanças climáticas e a defesa da soberania nacional. Em entrevista ao ICL Notícias durante o evento “Mulheres Pretas no Poder – A Noite das Vozes Negras”, em São Paulo, ela também destacou a importância de uma representação feminina mais ampla no Senado.

Segundo Marina, a atual composição da Casa, formada por 81 senadores, ainda apresenta baixa presença feminina. A ex-ministra do Meio Ambiente afirmou que apenas 18% dos parlamentares são mulheres e defendeu que a representação no Congresso seja mais próxima da participação feminina na sociedade.

“Precisamos, inclusive, realizar a democracia fazendo com que tenhamos uma representação feminina à altura da nossa qualidade e da nossa quantidade”, afirmou.

Marina também comentou a formação da chapa de Fernando Haddad para as eleições ao Senado e destacou a escolha de duas mulheres como pré-candidatas. De acordo com ela, a composição busca apresentar propostas para São Paulo e para o Brasil e ampliar a presença feminina em espaços de decisão.

Mudanças climáticas

Durante a entrevista, Marina também falou sobre a pauta ambiental, tema que acompanha sua trajetória política há décadas. A pré-candidata defendeu que desenvolvimento econômico e preservação ambiental não devem ser tratados como questões separadas.

“Desenvolvimento e ecologia não estão separados. Não haverá desenvolvimento sem um clima equilibrado”, declarou.

Marina citou eventos climáticos extremos como exemplo dos impactos provocados pelas mudanças no clima. Segundo ela, o país tem enfrentado períodos de chuvas intensas, secas e ondas de calor, fenômenos que, em sua avaliação, afetam diferentes setores da sociedade e da economia.

A ex-ministra mencionou ainda os impactos sobre a indústria, o agronegócio e a saúde pública. Para ela, a discussão ambiental precisa considerar também as consequências econômicas e sociais provocadas pelos eventos climáticos extremos.

Ao comentar os resultados do governo federal na área ambiental, Marina afirmou que houve redução do desmatamento e dos incêndios ao mesmo tempo em que o agronegócio cresceu. Ela também destacou avanços relacionados à agricultura familiar, tanto na produção quanto na distribuição de terras para trabalhadores.

A pré-candidata defendeu, dessa forma, que a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico podem avançar conjuntamente, sem que uma pauta precise ser colocada em oposição à outra.

*Estagiário sob a supervisão de Schirlei Alves





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