Mercados recuam com inflação no radar e tensão geopolítica


Os mercados operam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira (15), após renovarem máximas históricas nos últimos dias. O movimento reflete a cautela dos investidores diante das preocupações persistentes com a inflação nos Estados Unidos e da deterioração do cenário geopolítico.

A atenção do mercado se volta para o impasse entre Estados Unidos e Irã, após a cúpula entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, terminar sem avanços concretos sobre a retomada do fluxo marítimo internacional.

Apesar disso, EUA e China divulgaram comunicado conjunto defendendo a manutenção da abertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

No Brasil, os investidores acompanham a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços de março, com expectativa de alta de 0,2%, indicador que pode reforçar a percepção sobre o ritmo da atividade econômica no início do ano.

Nos Estados Unidos, a agenda inclui o índice Empire Manufacturing de maio e os dados de produção industrial de abril, números que devem ajudar a calibrar as expectativas para os próximos passos da política monetária americana.

No ambiente corporativo, a temporada de resultados ganha destaque com os balanços do primeiro trimestre de empresas como Copasa (CSMG3), Celesc (CLSC4), Metalfrio (FRIO3) e Taurus (TASA4).

Também entram no radar companhias em processo de recuperação ou reestruturação financeira, como Lojas Marisa (AMAR3) e PDG Realty (PDGR3).

Na esfera política, o mercado segue acompanhando por aqui os desdobramentos políticos após mais um episódio apelidado de “Flávio Day”, que elevou a percepção de risco eleitoral. Investidores aguardam ainda a divulgação da nova pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial.

Brasil

O mercado financeiro brasileiro encerrou a quarta-feira (14) em alta, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior. O movimento foi impulsionado pelo alívio no cenário internacional após encontros entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.

Ibovespa subiu 0,72%, aos 178.365 pontos, enquanto o dólar comercial recuou 0,45%, fechando em R$ 4,986, novamente abaixo da marca de R$ 5.

Investidores reagiram positivamente aos sinais de diálogo entre as duas maiores economias do mundo. Durante encontro em Pequim, Trump e Xi defenderam maior cooperação econômica e indicaram disposição para manter relações mais estáveis, apesar das divergências comerciais e geopolíticas.

Europa

As bolsas europeias operam no campo negativo, com a inflação voltando a preocupar os investidores após uma semana de dados de preços nos EUA acima do esperado. Das notícias da região, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, enfrenta um possível desafio à sua liderança depois do fiasco eleitoral do Partido Trabalhista nas eleições locais.

STOXX 600: -1,55%
DAX (Alemanha): -1,59%
FTSE 100 (Reino Unido): -1,12%
CAC 40 (França): -1,21%
FTSE MIB (Itália): -1,63%

Estados Unidos

Os índices futuros amanhecem em baixa, enquanto a taxa dos títulos do Tesouro norte-americano com vencimento em 10 anos continua sua trajetória ascendente, ultrapassando os 4,5%.

Dow Jones Futuro: -0,45%
S&P 500 Futuro: -1,05%
Nasdaq Futuro: -1,49%

Ásia

Após uma sequência de recordes, o índice Kospi, principal índice da Coreia do Sul, caiu mais de 6%, pressionado por ações de grandes empresas de tecnologia em meio a uma queda generalizada nos mercados da Ásia-Pacífico.

Shanghai SE (China), -1,02%
Nikkei (Japão): -1,99%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,59%
Nifty 50 (Índia): +0,09%
ASX 200 (Austrália): -0,11%

Petróleo

Os preços do petróleo sobem após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que a China concordou em comprar petróleo do país, após negociações com o líder chinês Xi Jinping.

Petróleo WTI, +3,69%, a US$ 104,90 o barril
Petróleo Brent, +3,29%, a US$ 109,20 o barril

Agenda

Nos EUA, serão divulgados o Índice Empire Manufacturing de atividade do período de maio e a produção industrial de abril.

Por aqui, no Brasil, a diretora da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Agnes da Costa evitou, na quinta-feira (14), cravar data para a votação colegiada do processo que avalia a eventual caducidade contratual da Enel São Paulo. Questionada sobre o pedido de perícia técnica feito pela distribuidora, ela disse que há uma série de “estratégias processuais” e reforçou que as respostas serão devidamente analisadas. Ela é a relatora do processo. Agnes da Costa falou com a imprensa durante o II Encontro Nacional das Agências Reguladoras, nesta tarde. A Enel Distribuição São Paulo já apresentou a sua defesa formal junto à Aneel. A concessionária alegou “vícios” processuais, uso de critérios sem previsão regulatória e eventual “desconsideração de elementos técnicos e fáticos relevantes”. Também foi solicitada perícia técnica para embasar a decisão da reguladora.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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