O presidente da Argentina, Javier Milei, cortou programas de atendimento a pessoas com deficiência. O governo argentino, no último dia 18, congelou repasses financeiros para organizações que atendem esse público.
A medida afeta entidades que oferecem serviços terapêuticos e educacionais em todo o país. Milei, como justificativa, afirmou que precisa “combater desperdícios” e reformar a “burocracia estatal”.
No mesmo dia 18, a Justiça argentina deu prazo de 72 horas para o governo restabelecer os pagamentos. A gestão de Milei, no entanto, recorreu da determinação.
O governo Milei propõe mudar o sistema de pagamentos e limitar o acesso aos benefícios. Em abril, o governo enviou um projeto de lei ao Congresso prevendo que os prestadores de serviço aos deficientes negociem diretamente com seguradoras e governos locais. Milei também fechou a agência nacional de deficiência e demitiu servidores.
Sem receber repasses, cerca de 50 centros terapêuticos fecharam as portas neste ano, principalmente em áreas rurais, segundo a agência de notícias Associated Press.

O que diz o governo Milei
O governo de Javier Milei afirma que os cortes fazem parte de uma reestruturação destinada a reduzir gastos administrativos e equilibrar as contas públicas. De acordo com a gestão argentina, as medidas têm o objetivo de eliminar despesas consideradas excessivas e assegurar recursos para o cumprimento de compromissos financeiros, incluindo o pagamento dos juros da dívida.
A administração também sustenta que foram identificadas irregularidades em cadastros de programas sociais. Organizações de direitos humanos, por sua vez, questionam as apurações e contestam as conclusões apresentadas pelo governo.



