No 1º turno, Lula tem 39%, contra 35% de Flavio, e no 2º turno persiste empate técnico


(Folhapress) – Candidato à reeleição, Lula (PT) tem estreita vantagem sobre Flavio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para o 1º turno da disputa pela Presidência deste ano, com menor margem do que na semana passada, e no 2º turno persiste o empate técnico entre eles.

A pesquisa atual tem dois cenários de intenção de voto no 1º turno devido ao registro de Pablo Marçal (PRTB), cuja candidatura deverá ser julgada pela Justiça Eleitoral para confirmar ou derrubar sua inelegibilidade.

No cenário sem o nome do PRTB, Lula tem hoje 39%, ante 35% de Flavio. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos para mais ou para menos, e a distância de 4 pontos entre eles os coloca nos limites dessa margem, com maior probabilidade de vantagem do petista.

Em um patamar mais baixo aparecem o escritor Augusto Cury (Avante), que tem 6%, Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Zema (Novo), com 2%. Os nomes de Samara (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barao (DC), Edmilson Costa (PCB) aparecem com 1% cada, e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Hertz Dias (PSTU) foram citados, mas não atingiram 1%. Há ainda 6% que votariam em branco ou nulo, e 4% indecisos.

A distância atual entre Lula e Flavio Bolsonaro no 1º turno é a mais curta desde a primeira quinzena de maio deste ano, quando o petista marcava 38%, ante 35% do adversário. No levantamento seguinte, na segunda quinzena de maio, o petista abriu vantagem (40% a 31%), mantida na única pesquisa realizada em junho, nos dias 17 e 18, que deixou o atual presidente 10 pontos à frente do senador do PL (41% a 31%). Em julho, pesquisa que foi a campo entre os dias 22 e 23 apontou Lula com 40%, ante 33% de Flavio Bolsonaro. Na segunda quinzena de agosto, entre os dias 18 e 19, Lula tinha 39%, ante 33% de Flavio, e na semana passada, entre 1 e 2 de setembro, essa distância já era mais próxima (38% a 33%).

Na comparação com o levantamento anterior, houve oscilação negativa na intenção de voto em Cury (tinha 8%, após expressivo crescimento de 2% para 8% entre a segunda quinzena de agosto e o início de setembro).

Lula abre vantagem mais ampla entre eleitores com escolaridade fundamental (52% a 24%), na parcela com renda familiar de até 2 salários (47% a 27%), no Nordeste (53% a 25%) e na parcela de católicos (46% a 29%).

Flavio Bolsonaro empata ou fica à frente do petista entre homens (40% para o candidato do PL e 36% para Lula), nos segmentos de escolaridade média (40% a 35%, respectivamente) e superior (37% a 30%), nos setores com renda acima de dois salários (42% a 31% na faixa de 2 a 5 salários e 47% a 27% na faixa acima de 5 salários), nas regiões Sudeste (37% a 35%), Sul (40% a 29%) e Norte/Centro-Oeste (40% a 32%) e no eleitorado evangélico (50% a 22%).

A inclusão de Marçal não altera de forma significativa o quadro geral da disputa, com Lula na liderança (39%, mesmo resultado anterior), Flavio em segundo (33%, e eram 32% no último levantamento) e, em um patamar abaixo, Augusto Cury (5%, e tinha 7%), Caiado (4%), Santos (3%), Marçal (2%), Zema (2%) e Samara (1%), com os demais sem atingir 1%. Brancos e nulos, neste cenário, somam 6%, e 3% estão indecisos.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos presidenciáveis não são apresentados, Lula é citado por 33% (ante 31% na semana passada), e Flavio Bolsonaro, por 25% (eram 22% no levantamento anterior). As menções a Cury oscilaram de 5% para 3%, e também foram citados Jair Bolsonaro (2%), Renan Santos (2%) e Ronaldo Caiado (1%), entre outros que não atingiram 1%.

A parcela de indecisos na pesquisa espontânea é de 23%, mais baixa do que na última pesquisa (26%), com destaque para a indecisão entre mulheres (29%, ante 16% entre homens) e jovens de 16 a 24 anos (30%).

O atual levantamento foi realizado entre os dias 8 e 10 de setembro de 2026, com 2.002 entrevistas presenciais em 125 municípios, com eleitores de 16 anos ou mais de todas as regiões do país. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE, sob o número BR-01833/2026.

75% estão totalmente decididos sobre o voto no 1º turno

Três em cada quatro (75%) eleitores brasileiros que tem uma opção de voto no 1º turno, ou seja, exceto indecisos, dizem ter certeza sobre essa escolha. Na semana passada, o índice de convictos sobre o voto era de 71%.

Entre jovens de 16 a 24 anos, a taxa de convicção é mais baixa (56%), e cresce gradualmente conforme o avanço da idade, alcançando 84% entre quem tem 60 anos ou mais.

Na parcela de eleitores não alinhados nem ao petismo nem ao bolsonarismo, 46% ainda podem mudar o voto.

Os eleitores de Lula (84%) e Flavio Bolsonaro (81%) são os mais convictos, e essa taxa fica em 43% entre eleitores de Cury, em 49% no eleitorado de Caiado e em 58% entre quem opta por Renan Santos.

No grupo que pretende votar em branco ou nulo, 60% estão convictos sobre essa escolha.

A taxa dos que escolhem seu candidato no 1º turno porque ele tem as melhores propostas é de 64%, e 28% justificam sua opção para evitar que outro candidato seja eleito.

No eleitorado de Lula, 71% votam por suas propostas, e 22% para evitar que outro seja eleito. Na parcela que vota em Flavio, 58% justificam a escolha pelas propostas do candidato, e 35% para barrar outra candidatura. Entre quem vota em Cury esses índices são de 62% e 27%, respectivamente.

Flávio Bolsonaro (46%) e Lula (46%) são os mais rejeitados

Nomes mais bem colocados nos cenários de intenção de voto, Flavio Bolsonaro e Lula (PT) também são os mais rejeitados pelos eleitores brasileiros: 46% dizem que não votariam de jeito nenhum no senador fluminense (47% na semana passada), e 46% rejeitam votar no atual presidente (eram 45%).

Os demais surgem em um patamar menor de rejeição: Renan Santos tem rejeição de 17%, no mesmo patamar de Zema (16%) e Caiado (14%), e na sequência aparecem Augusto Cury (10%), Edmilson Costa (9%), Samara (9%), Clariana Barao (7%), Dias (7%) e Grassi (7%). Há 1% que rejeita todos, e 1% não rejeita nenhum.

NO 2º TURNO, LULA (46%) E FLAVIO (44%) SEGUEM EMPATADOS

Na simulação de 2º turno da disputa presidencial entre Lula e Flavio, o atual presidente tem 46% das intenções de voto, contra 44% do candidato pelo PL, com 8% de brancos e nulos e 1% de indecisos. A distância entre eles está dentro do intervalo da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que indica um empate técnico entre as candidaturas.

No levantamento da última semana, ambos tinham os mesmos índices de intenção de voto (46% a 44%).

Entre eleitores não alinhados nem ao petismo nem ao bolsonarismo, há empate entre eles (34% para Lula e 38% para Flavio).

Na parcela que escolhe Cury no 1º turno, 39% migrariam para Flavio no 2º turno, e 37% optariam por Lula. Entre eleitores de Caiado, 45% escolheriam o candidato do PL, e 33% votariam no atual presidente. As margens de erro para esse eleitorado são mais altas (9 e 11 pontos, respectivamente) devido ao universo menor de respondentes.

Diante de Caiado, Lula teria hoje 46%, ante 41% do adversário. Há 10% que optariam pelo voto em branco ou nulo, e 2% estão indecisos. A distância é a mesma do levantamento anterior (46% a 41%).

No cenário em que se enfrentam Lula e Romeu Zema, 48% tem preferência pelo atual presidente, 39% pelo ex-governador de Minas Gerais, 11% votariam em branco ou nulo, e 2% estão indecisos. Os candidatos também repetem neste cenário os índices registrados na última semana.

Contra Renan Santos, Lula teria 48%, e o candidato do Missão ficaria com 37%, com 12% de votos em branco ou nulo, e 2% indecisos. O cenário é similar ao registrado no levantamento anterior (47% a 38%).

O Datafolha também testou pela primeira vez o cenário de 2º turno entre Lula e Augusto Cury, e há empate entre eles, com 45% para o petista e 43% para o candidato do Avante. Os demais votariam em branco ou nulo (10%) ou estão indecisos (2%).

50% DESAPROVAM TRABALHO DE LULA COMO PRESIDENTE

O governo do presidente Lula é avaliado positivamente por 32% dos eleitores, índice dos que o consideram ótimo ou bom. Para 42%, o desempenho do governo é negativo, ou seja, ruim ou péssimo, e 25% avaliam que o governo é regular, com 1% sem opinião sobre o assunto.

Os índices de avaliação ficaram estáveis em relação ao último levantamento, com oscilação na avaliação positiva dentro da margem de erro (de 31% para 32%).

Uma parcela de 50% dos eleitores agora desaprova o trabalho de Lula como presidente (eram 51% no levantamento anterior), e 47% aprovam (eram 45%), com 3% sem opinião.

 





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