Nvidia desafia EUA e quer manter foco na China


O CEO da Nvidia, Jensen Huang, projeta que o mercado de chips de IA da China pode chegar a US$ 50 bilhões nos próximos dois anos

Fachada da Nvidia em Santa Clara, Califórnia (EUA)
(Imagem: Tada Images/Shutterstock)

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O CEO da Nvidia, Jensen Huang, voltou a alertar para o avanço tecnológico da China. Segundo ele, o mercado de chips de inteligência artificial do país asiático pode chegar a US$ 50 bilhões (cerca de R$ 290 bilhões) nos próximos dois anos.

As declarações acontecem em meio ao aumento do controle do governo dos Estados Unidos sobre os produtos de IA vendidos aos chineses. A medida é vista como estratégica pela Casa Branca, mas desagrada as grandes empresas do setor.

Empresa é contra restrições de vendas para a China

Em sua recente fala, Huang ainda destacou que é crucial que as empresas dos EUA tenham acesso ao mercado chinês. Segundo ele, “seria uma perda tremenda” não aproveitar esta enorme demanda existente em território chinês.

O CEO da Nvidia é abertamente contrário ao endurecimento das restrições contra a China, o maior mercado de semicondutores do mundo. Recentemente, a Casa Branca ampliou as regras de controle sobre as vendas dos chips H20.

Jensen Huang é contra as restrições impostas pelos EUA (Imagem: jamesonwu1972/Shutterstock)

Esse produto é um processador menos potente projetado exclusivamente para o mercado da China após as primeiras sanções impostas pelos EUA. No entanto, as novas normas exigirão uma aprovação especial dos órgãos reguladores para novas comercializações.

Esta medida já levou a Nvidia a registrar baixas contábeis de US$ 5,5 bilhões (mais de R$ 31 bilhões), com previsões de prejuízos ainda maiores. Para Jensen Huang, impedir as vendas, na verdade, prejudicará a segurança nacional dos Estados Unidos.

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EUA querem impedir acesso da China aos semicondutores (Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock)

Disputa pela hegemonia tecnológica mundial

  • Além de fomentar a produção nacional de chips e o desenvolvimento da inteligência artificial, o governo dos Estados Unidos tenta impedir o acesso da China aos produtos.
  • O movimento tem sido chamado de “guerra dos chips“.
  • Pequim foi impedida não apenas de importar os chips mais avançados, mas também de adquirir os insumos para desenvolver seus próprios semicondutores e supercomputadores avançados, e até mesmo dos componentes, tecnologia e software de origem americana que poderiam ser usados para produzir equipamentos de fabricação de semicondutores para, eventualmente, construir suas próprias fábricas para fabricar seus próprios chips.
  • Além disso, cidadãos norte-americanos não podem mais se envolver em qualquer atividade que apoie a produção de semicondutores avançados na China, seja mantendo ou reparando equipamentos em uma fábrica chinesa, oferecendo consultoria ou mesmo autorizando entregas a um fabricante chinês de semicondutores.
  • Por fim, a Casa Branca anunciou recentemente novas regras com o objetivo de impedir que Pequim tenha acesso aos produtos por meio de países terceiros.
Alessandro Di Lorenzo

Colaboração para o Olhar Digital

Alessandro Di Lorenzo é colaboração para o olhar digital no Olhar Digital



Fonte: Olhar Digital

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