OIT aprova acordo por condições decentes a trabalhadores de apps


Os estados-membros da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovaram, nesta sexta-feira (12), um inédito acordo para promover o trabalho decente nas plataformas digitais.

A nova Convenção Internacional Sobre o Trabalho Decente na Economia de Plataformas é uma tentativa da OIT de estabelecer um primeiro conjunto de regras mínimas globais para proteger prestadores de serviço contratados por meio de aplicativos digitais que conectam clientes a profissionais autônomos.

O texto aprovado define o conceito de plataformas digitais de trabalho, bem como o de trabalhadores destes aplicativos. Estabelece diretrizes para garantir os direitos dos trabalhadores, aplicáveis a todas as empresas que operem nos países que ratificarem a adesão à convenção, além de admitir que, embora gere oportunidades de emprego e renda, a modalidade de trabalho também produz desafios socioeconômicos que precisam ser enfrentados em nível mundial.

Os signatários do acordo deverão respeitar e promover, entre o segmento, as liberdades de associação e sindical e o direito à negociação coletiva e às condições de trabalho seguro e saudável, buscando prevenir acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Também devem possibilitar que todo profissional receba ao menos o equivalente a um salário mínimo local, sem levar em conta eventuais gorjetas ou comissões.

Os estados-membros que ratificarem o acordo também se comprometem a adotar as ações necessárias para eliminar, da Economia de Plataformas, as formas de trabalho infantil, degradante e análogo à escravidão e toda forma de discriminação ocupacional. E a promover mecanismos para contestação de decisões e a estabelecer a obrigatoriedade de os trabalhadores serem de alguma forma compensados por eventuais gastos relacionados à prestação do serviço ofertado.

“Este é um momento histórico”, informou a OIT, ao se referir ao texto aprovado esta manhã, pouco antes do encerramento da Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, na Suíça.

“Esta primeira norma internacional do trabalho sobre a economia de plataformas representa um passo importante para abordar um segmento do mundo do trabalho em rápida evolução”, acrescentou a organização.

O texto aprovado destaca que, diante das especificidades da prestação de serviços intermediada por plataformas digitais, “é desejável a adoção de normas específicas que, com outras normas internacionais, contribuam para tornar realidade o trabalho decente” no segmento.



Agência Brasil

TSE rejeita por unanimidade o registro de candidatura de Pablo Marçal

O Tribunal Superior Eleitoral...

Datafolha: Tarcísio lidera disputa em SP com 56%, contra 32% de Haddad

Por Ana Luiza Albuquerque (Folhapress) – O governador de São Paulo, Tarcísio de...

Zanin reitera pedido de acesso a dados de celular de Vorcaro

O ministro Cristiano Zanin,...

Amazonas Repórter

Tudo

Contra a China, governo Trump quer mais 12,5% de tarifas contra o Brasil

O governo de Donald Trump concluiu que o Brasil e outras dezenas...

Governo Lula bloqueia 60 mil usuários de plataforma de vigilância que acessa câmeras

  Por Mateus Vargas (Folhapress) – O Ministério da Justiça e Segurança Pública bloqueou...

Protestos deixam ao menos 7 mortos; oposição denuncia prisão de líder partidário

Protestos na Venezuela deixaram ao menos sete pessoas mortas desde a eleição presidencial do último domingo (28), vencida, segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), por...