Papa Francisco atuou em defesa de indígenas e da preservação da Amazônia



Papa Francisco, que morreu nesta segunda-feira, 21, foi o líder da Igreja Católica que mais atuou em defesa dos Povos Originários e da Amazônia (Composição: Matheus Moura/CENARIUM)

21 de abril de 2025

Jadson Lima – Da Cenarium

MANAUS (AM) – “Provavelmente os povos amazônicos originários nunca estiveram tão ameaçados em seus territórios como estão agora”. Essa declaração é do Papa Francisco, feita em 19 de janeiro de 2018 durante um encontro com indígenas do Brasil, Peru e Bolívia. O evento foi realizado na cidade de Puerto Maldonado, no Peru. O Pontífice, que morreu nesta segunda-feira, 21, foi o líder da Igreja Católica que mais atuou em defesa dos Povos Originários e da Amazônia.

O encontro contou com a presença de mais de 30 povos indígenas, dos quais o Papa ouviu relatos sobre denúncias de violações em seus territórios e destacou a riqueza, os saberes e a diversidade indígena. Na ocasião, ele também afirmou que era preciso escutar a população tradicional que mora na Amazônia. “Que agora sejam vocês mesmos que se autodefinam e nos mostrem sua identidade. Precisamos escutá-los”, declarou.

Papa recebeu indígenas em encontro no Peru (Divulgação)

No evento, o Pontífice alertou para o impulsionamento do extrativismo na região e a forte pressão dos grandes interesses econômicos que apontam a “ganância sobre petróleo, gás, madeira, ouro, monoculturas agroindustriais”. O líder da Igreja Católica também mencionou a “perversão de certas políticas que promovem a conservação da natureza sem levar em conta o ser humano”, o que gera “situações de opressão aos povos originários”.

Papa Francisco foi o Pontífice que mais atuou em defesa da Amazônia (Divulgação)

Em outubro de 2020, o Papa Francisco falou sobre os incêndios florestais registrados na Amazônia durante o Sínodo da Amazônia, encontro de bispos da Igreja Católica realizado no Vaticano que discutiu a floresta. Em uma declaração, o Pontífice afirmou que a região precisa de “fogo do amor”, que não destrói, mas “aquece e dá vida”.

“Deus nos preserve da ganância do novo colonialismo. O fogo ateado por interesses que destroem, como o que devastou recentemente a Amazônia, não é do Evangelho. O fogo de Deus é calor que atrai e congrega em unidade. Alimenta-se com a partilha, não com os lucros […] O fogo devorador alastra quando se quer fazer triunfar apenas as próprias ideias”, declarou na época.

Papa Francisco alertou para queimadas na Amazônia em um momento crítico (Divulgação)

Em outra declaração do Papa, ele manifestou preocupação com os incêndios florestais na região amazônica, que classificou como “pulmão de floresta”. Na ocasião, ele pediu aos fieis que rezassem pela região para que os incêndios fossem controlados. “Estamos preocupados com os incêndios que se desenvolveram na Amazônia”, disse.

Francisco foi o Papa que mais se dedicou à pauta ambiental. Em 2020, a exortação apostólica “Querida Amazônia” foi publicada, na qual o Pontífice expressou o desejo para que os povos da região lutassem pelos “direitos dos mais pobres, dos povos nativos, dos últimos, de modo que a suas vozes sejam ouvidas e sua dignidade promovida”.

Leia mais: Saiba quem é o cardeal da Amazônia cotado para suceder o Papa Francisco
Editado por Izaías Godinho



Fonte: Agência Cenarium

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