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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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‘Pibtulls do Bacellar’ retaliam deputados de esquerda


Por Igor Mello

Dois dias depois de a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) decidir soltar o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União-RJ), presidente da casa, os parlamentares da extrema direita ligados a ele iniciaram uma retaliação a quem votou para manter Bacellar na cadeia.

A retaliação é encabeçada pelos “Pitbulls do Bacellar”, grupo encabeçado pelos deputados bolsonaristas Alexandre Knoploch (PL-RJ) e Rodrigo Amorim (União Brasil-RJ) –líder do governo Castro, ele ficou conhecido por quebrar uma placa em homenagem a Marielle Franco.

Eles obstruíram a votação de projetos de parlamentares que votaram contra a libertação de Bacellar. A estratégia passou por pedidos de vista ou apresentação de emendas que descaracterizam os textos.

Retaliação por votos contra Bacellar

Um projeto da deputada Elika Takimoto (PT-RJ), que transformava a capacitação em Libras (Língua Brasileira de Sinais) como critério de desempate para a contratação em concursos públicos e processos seletivos simplificados. No entanto, o projeto voltou a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) após pedido de Knoploch em plenário.

O deputado alegou que tinha um projeto de teor similar em tramitação. Contudo, Takimoto verificou que o texto do bolsonarista já tinha sido arquivado, o que encerra a tramitação dele na Alerj.

A deputada solicitou que seu texto voltasse à pauta do dia, mas teve o pedido negado pelo presidente interino da Alerj, Guilherme Delaroli (PL-RJ), após intervenção de Amorim.

Outro caso ocorreu na discussão de um projeto de Yuri Moura (PSOL-RJ), que promove a inclusão dos homens nas dinâmicas do pré-natal. O projeto prevê ainda a liberação de servidores estaduais para acompanhar suas companheiras em consultas de pré-natal.

Knoploch pediu verificação de quórum. A medida, considerada uma prática de obstrução, anula votações caso não haja o número mínimo de parlamentares na sessão.

Diante da situação, Renata Souza (PSOL-RJ), ameaçou adotar a mesma estratégia em projetos de interesse do governo Cláudio Castro.

“É evidente que todos os projetos do campo de esquerda têm sido alvo de verificação [de quórum] do outro campo. Lembrar que a gente vai ter a votação do orçamento. Lembrar ao líder do governo e à base do governo que tem votações que o governo quer que passe. Quando a gente começar a pedir verificação não quero gritinho”, alertou.

O deputado Flávio Serafini (PSOL-RJ) somou-se ao protesto de Renata e prometeu uma resposta política também contra a gestão de Cláudio Castro por conta da atuação de Amorim, líder do governo na casa.

“Os deputados que estão fazendo isso saibam que vai ter resposta. E o governo Cláudio Castro também. Se seu líder vai ficar articulando isso, vai ter resposta”, disse ele, antes de pedir. “Quem tiver denúncia pra fazer sobre esse governo, traz pra gente que a gente vai encaminhar pra Polícia Federal, pro Ministério Público Federal e vamos dar visibilidade”.

Emenda em homenagem a padaria

Uma das deputadas que sofreram retaliações foi Dani Monteiro (PSOL-RJ), presidente da Comissão de Direitos Humanos da casa. Foi incluído na pauta de votações um projeto de autoria que concederia o Diploma Abdias de Nascimento –criado para homenagear personalidades e instituições ligadas à luta do povo negro no Rio– para o Bar e Restaurante Borogun, em Vila Isabel, conhecido por valorizar a culinária africana.

Embora o praxe da Alerj seja votar homenagens sem qualquer alteração, Knoploch apresentou uma emenda mudando o homenageado do projeto: o bar foi substituído por uma padaria sem qualquer afinidade com a causa negra.

Emenda apresentada por Knoploch muda homenageado em projeto de Dani Monteiro (PSOL)
Emenda apresentada por Knoploch muda homenageado em projeto de Dani Monteiro (PSOL). Crédito: Divulgação

Depois da manobra, Dani Monteiro criticou os deputado da extrema direita

“Nós deputados que votamos pela manutenção da prisão do então presidente Rodrigo Bacellar estamos sendo intimidados. Intimidados por canalhas irresponsáveis”, disse ela.  “É um governo fraco, sem política há mais de 3 anos e que tem uma base acéfala, piqueteira e autoritária. Só que aqui eles não vão nos intimidar. Como Marielle falou: não seremos interrompidas”.

 





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