Polícia Penal de SC levou 1h33 para ir à casa de Silvinei após aviso sobre tornozeleira


A polícia penal de Santa Catarina levou exatas 1h33 para chegar ao endereço de Silvinei Vasques após ser informada sobre o problema na tornozeleira eletrônica do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) condenado por participar de tentativa de golpe de estado. A equipe teria chegado ao local às 20h03 de quinta-feira, 25 de dezembro. Vasques foi capturado pela polícia do Paraguai na sexta, 26.

A presença da polícia penal de Santa Catarina na residência de Vasques foi confirmada no relato da Polícia Federal que integra a decisão de prisão preventiva de Vasques assinada por Alexandre de Moraes:

“Primeiramente, foi informado que a Polícia Penal do Estado de Santa Catarina esteve no local, aproximadamente às 20h09min, onde permaneceu até as 20h25min. Foram até o apartamento do réu, nº 706 – Bloco A, mas ninguém atendeu. Também foram até a vaga de garagem, nº 333, e a encontraram vazia. A equipe de policiais federais repetiu o procedimento e chegou aos mesmos resultados”, diz trecho citado na decisão.

Segundo a assessoria da polícia penal, a responsabilidade do monitoramento não estava a cargo do estado de Santa Catarina, onde Vasques residia e onde chegou a ser secretário municipal na cidade de São José.

“Silvinei Vasques era monitorado eletronicamente sob responsabilidade do Distrito Federal, não integrando, em nenhum momento, o rol de pessoas monitoradas pela Polícia Penal de Santa Catarina”.

O órgão informou que foi acionado pelo DF diante de um possível sinal de problema com a bateria da tornozeleira e disse que “a equipe de fiscalização foi imediatamente mobilizada e se deslocou até o endereço informado”. O objetivo único era realizar “verificação in loco, sem qualquer transferência de responsabilidade sobre a custódia ou fiscalização”. A notificação chegou ao órgão às 18h30.

Segundo a assessoria, após essa etapa a equipe cumpriu um protocolo de formalização do acionamento, com mobilização de pessoal e deslocamento até o local indicado pela PF, de onde Vasques já havia partido.

“O atendimento seguiu os trâmites operacionais previstos, considerando os procedimentos de oficialização da solicitação e o tempo necessário para o deslocamento da equipe até o local”, informa o órgão de segurança.

A última imagem de Vasques no condomínio é do dia anterior à chegada das equipes da polícia penal e da Polícia Federal. Segundo registros da decisão de Moraes, ele esteve no local onde residia pelo menos até as 19h22min do dia 24 de dezembro.

O ex-diretor da PRF morava na cidade de São José, local escolhido por Carlos Bolsonaro para fixar domicílio eleitoral. Ele ocupou o cargo de secretário municipal na cidade desde o início do ano, mas pediu exoneração assim que sua condenação foi confirmada em julgamento da ação penal do golpe.





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