Pressão alta: veja sete hábitos que podem ajudar a controlá-la e proteger o coração


A pressão alta é uma das doenças crônicas mais comuns no mundo. Estima-se que cerca de um em cada três adultos conviva com a hipertensão, condição que aumenta significativamente o risco de infarto, AVC e outras complicações cardiovasculares. Como, na maioria dos casos, não provoca sintomas, o diagnóstico costuma depender de exames de rotina.

Embora o tratamento medicamentoso seja indispensável para muitos pacientes, especialistas destacam que mudanças na rotina têm papel importante no controle da doença e ajudam a reduzir os níveis da pressão arterial. A informação é do jornal El Tiempo, da Colômbia.

A hipertensão ocorre quando a força exercida pelo sangue sobre as paredes das artérias permanece elevada de forma contínua. Se não for controlada, pode comprometer o funcionamento do coração, dos rins e do cérebro, motivo pelo qual é frequentemente chamada de “assassina silenciosa”.

Hábitos que podem fazer diferença

Uma revisão de estudos publicada em 2021 na revista Circulation concluiu que diminuir o consumo de sódio reduz a pressão arterial de forma consistente. As pesquisas também indicam que combinar diferentes hábitos saudáveis produz resultados mais eficazes do que adotar apenas uma medida isolada.

Uma das principais recomendações é reduzir o sal da alimentação. O excesso de sódio faz o organismo reter mais líquidos, aumentando o volume de sangue em circulação e a pressão exercida sobre as artérias. Para isso, vale priorizar refeições preparadas em casa, conferir a quantidade de sódio nos rótulos e substituir parte do sal por ervas, especiarias, alho, limão ou vinagre. Embutidos, enlatados, ultraprocessados e molhos industrializados também devem ser consumidos com moderação.

A prática frequente de exercícios físicos é outro fator importante. Atividades aeróbicas, como caminhada, corrida, ciclismo, natação e dança, fortalecem o sistema cardiovascular e ajudam no controle do peso. A recomendação é acumular entre 150 e 300 minutos de atividade física moderada por semana, incluindo também exercícios de fortalecimento muscular.

pressão alta
Pressão alta: veja sete hábitos que podem ajudar a controlá-la e proteger o coração

O sono merece atenção. Dormir poucas horas ou ter um descanso de má qualidade pode dificultar o controle da pressão arterial. Manter horários regulares para dormir, evitar o uso de telas antes de deitar, reduzir o consumo de cafeína no período da tarde e cuidar do ambiente onde se dorme são medidas que favorecem um descanso adequado. Quando houver suspeita de apneia do sono, a orientação é procurar avaliação médica.

Manter o peso dentro da faixa considerada saudável também reduz a sobrecarga sobre o sistema cardiovascular. A gordura acumulada na região abdominal está associada a um maior risco de hipertensão, e a perda de 5% a 10% do peso corporal já pode trazer benefícios para a pressão arterial. Uma alimentação baseada em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e peixes contribui para esse objetivo.

Outro ponto de atenção é o consumo de bebidas alcoólicas. O excesso pode elevar a pressão e até diminuir a eficácia de alguns medicamentos utilizados no tratamento da hipertensão. Por isso, a recomendação é limitar ao máximo a ingestão e evitar o consumo frequente.

Também é importante garantir uma alimentação rica em potássio, nutriente que ajuda o organismo a eliminar o excesso de sódio pelos rins. Banana, laranja, kiwi, melão, tomate, espinafre, acelga, batata, batata-doce, leguminosas, abacate, sementes e oleaginosas sem sal estão entre as principais fontes. Pessoas com doença renal, porém, devem conversar com um médico antes de aumentar o consumo desses alimentos.

O controle do estresse completa a lista de medidas recomendadas. Situações prolongadas de tensão estimulam a produção de hormônios, como cortisol e adrenalina, que podem favorecer o aumento da pressão arterial. Práticas como meditação, exercícios de respiração, ioga, caminhadas ao ar livre e atividades de lazer ajudam a minimizar esse efeito.

As mudanças no estilo de vida são consideradas parte fundamental do tratamento da hipertensão e, em alguns pacientes, podem até contribuir para normalizar a pressão. Ainda assim, elas não substituem os medicamentos quando o uso é indicado. Suspender o tratamento por conta própria pode aumentar o risco de complicações graves.





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