Região Norte tem o menor número de especialistas em Cardiologia no país e o Amazonas tem apenas 123 profissionais

O levantamento dos profissionais da área foi feito em estudo realizado pela AMB e Faculdade de Medicina da USP

A região Norte tem o menor número de especialistas em Cardiologia do país. É o que mostra o estudo intitulado “Demografia Médica no Brasil 2023”, realizado pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Faculdade de Medicina da USP

Dos 20.324 profissionais registrados no Brasil, apenas 3,1% estão na região Norte. São 9,7% no Centro-Oeste, 17% no Sul, 17,02% no Nordeste e 53% no Sudeste. Ainda de acordo com o levantamento, o Amazonas possui apenas 123 cardiologistas registrados no Conselho Regional de Medicina (CRM).

O coordenador da pós-graduação em Cardiologia da IPEMED/Afya, médico Tiago Bignoto, considera que para reduzir a defasagem de profissionais da área, na região Norte, uma das soluções é a pós-graduação. Além de capacitar o aluno para a prova de título, a pós-graduação aumenta em torno de 30% o valor do salário do médico generalista, permitindo que amplie seu leque de atendimento profissional, logo depois de formado.

O curso de especialização em Cardiologia, segundo ele, já está sendo oferecido pela IPEMED, marca de educação continuada da Afya, maior ecossistema de educação médica e soluções digitais da América Latina.

De acordo com Tiago Bignoto, a Cardiologia Clínica é a especialidade com uma das maiores demandas, no país. O profissional com essa formação pode atuar em ambulatório, pronto-socorro, terapia intensiva, enfermaria e salas de intervenção.

Doenças cardiovasculares – A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera as doenças cardiovasculares entre as principais causas de morte no mundo, atualmente, alcançando 30% dos casos. As duas principais ocorrências são Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).

A Cardiologia é a especialidade clínica que cuida do diagnóstico, tratamento e prevenção das doenças relacionadas ao coração e ao sistema circulatório. Fatores como obesidade, sedentarismo e tabagismo contribuem para que as doenças cardíacas se tornem cada vez mais frequentes. Todo esse cenário aumentou significativamente a importância do conhecimento médico direcionado para a área.

O médico Tiago Bignoto ressalta que a especialidade vive uma verdadeira revolução, com métodos para diagnósticos cada vez mais sofisticados. “São novos métodos intervencionistas, que trazem a possibilidade terapêutica para vários indivíduos que rotineiramente são encaminhados para cuidados paliativos. Isso muda drasticamente a forma de se fazer Cardiologia, tanto para os médicos, como para os pacientes. Diante desse panorama, é necessário que mais profissionais estejam preparados para atender a demanda”, afirma.

Para fazer o curso de pós-graduação em Cardiologia da IPEMED/Afya, as informações podem ser obtidas pelo (92) 99249-2960 ou no site www.ipemed.com.br. Em Manaus, a instituição conta com uma estrutura premium, com sete salas de aula, 18 ambulatórios e duas salas de pequenos procedimentos.

Amazonas Repórter

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