A edição 22 da Revista Liberta já está no ar. Na capa, um dos casos mais perturbadores das últimas décadas: os arquivos de Jeffrey Epstein.
Milhões de documentos vieram a público. O que eles revelam não é apenas a trajetória de um predador sexual, mas a engrenagem de proteção, dinheiro e poder que permitiu que crimes se perpetuassem por décadas.
Com análises de Marcia Tiburi, Gabriela Varella e Alice Maciel, a revista examina o pacto de silêncio que sustenta elites, o desmentido sistemático às vítimas e o modo como o espetáculo midiático pode diluir responsabilidades. O caso não é tratado como exceção, mas como sintoma de uma estrutura.
A edição também publica os novos resultados da pesquisa nacional encomendada pelo ICL à Ágora Consultores, a maior já realizada para compreender o pensamento político e social dos brasileiros. Em artigo de Valter Mattos da Costa, os dados mostram que 73% da população defendem que a escola ensine política e questões sociais. A discussão dialoga com análises de Talíria Petrone sobre desigualdade racial e guerra cultural, revelando fissuras e consensos morais que atravessam o país.
No cenário internacional, Jamil Chade analisa as medidas do governo Netanyahu que ampliam o controle sobre a Cisjordânia, enquanto Leonardo Boff reflete sobre hospitalidade em tempos de perseguição a imigrantes. Juca Kfouri questiona os limites da tolerância democrática diante do avanço da extrema direita, e os impactos da política de Donald Trump voltam ao debate.
Em Brasília, a coluna Reserva Exclusiva acompanha os desdobramentos do caso Master, as revelações envolvendo o ministro Dias Toffoli e os rearranjos políticos que se desenham no Distrito Federal. A edição traz ainda textos de Leandro Demori, Luís Costa Pinto e outros articulistas que analisam os movimentos de poder nos Três Poderes.
Parte do conteúdo desta edição está disponível para não assinantes. A ilustração é de Aroeira.





