Invenção da Universidade de Berkeley tem menos de 1 centímetro e pode ser usada futuramente para exploração de espaços pequenos

Se você vir, no futuro, alguns pequenos pontos brancos voando por aí, eles provavelmente devem ser este robô da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos. Olhando de longe, você pode até confundir com um inseto, mas a foto acima deixa claro que se trata de outra coisa.
O minúsculo corpo de polímero mede apenas 9,4 mm de largura e saiu de uma impressora 3D. A estrutura total pesa cerca de 21 mg. Isso mesmo com as pequenas hélices e ímãs.
De acordo com os cientistas, este é o menor robô voador sem asas do mundo. O vídeo a seguir mostra a pequena máquina em ação:
O robô tem inspiração nas abelhas e zangões. Ele voa de forma similar e pode pairar no ar, mover-se vertical e horizontalmente e até atingir alvos pequenos.
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Mas como ele voa?
- O segredo está nos ímãs e no campo magnético criado por eles.
- Como as imagens deixam claro, o robô consiste em uma hélice de quatro pás, circundada por um “anel de equilíbrio”.
- Esse anel segura dois ímãs permanentes de neodímio em forma de disco – e cada um tem 1 mm de largura por 0,5 mm de espessura.
- Como os dois ímãs são simultaneamente atraídos e repelidos por esse campo, eles fazem a hélice acoplada girar, criando sustentação.
- Para movimentar o robô, basta mexer com a força do campo magnético.
- O autor da invenção é o professor de Engenharia Mecânica Liwei Lin.
- Você pode ler o artigo na íntegra na revista Science Advances.
Aplicações práticas
Os cientistas acreditam que, um dia, esses robôs possam atuar em áreas de resgate estreitas, onde um drone tradicional não consegue alcançar. Eles ainda poderiam fazer até mesmo um trabalho focado de polinização, substituindo insetos.
Isso, no entanto, ainda está distante de acontecer. Os pesquisadores sabem que ainda tem muitas etapas a percorrer.
O próximo passo será adicionar sensores que permitirão que o robô mantenha um voo estável mesmo com algumas variáveis, como rajadas de vento.
Eles também esperam tornar o dispositivo ainda menor, reduzindo assim seus requisitos de energia ao utilizar um campo magnético mais fraco.
As informações são do New Atlas.
Colaboração para o Olhar Digital
Roberto (Bob) Furuya é formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atua na área desde 2010. Passou pelas redações da Jovem Pan e da BandNews FM.
Fonte: Olhar Digital