Por Bárbara Sá
(Folhapress) – Designado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para coordenar a resposta do estado à explosão no Jaguaré, o coronel Elson Moreira da Silva afirmou durante coletiva nesta quarta-feira (13) que os custos de reconstrução e indenização das famílias atingidas serão divididos entre Sabesp e Comgás.
“A responsabilidade é das concessionárias”, afirmou o coronel no local da explosão. “Todos vão ter sua moradia de volta.”
Silva disse que o governo estadual atua na interlocução entre concessionárias, Defesa Civil e secretarias estaduais para acelerar o atendimento às famílias atingidas, mas reforçou que os custos de reconstrução, indenizações e moradia temporária serão pagos pelas empresas.
“Vai depender do que cada família entender como ideal para ela. O que é reconstrução, o que é realocação em outro local. Mas todos vão ter sua moradia de volta”, declarou.
O secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, afirmou que a CDHU já separou cerca de 40 imóveis para atender famílias que não puderem retornar rapidamente para casa após a explosão.
“Não obrigatoriamente elas tenham que ficar num hotel durante um, dois ou três meses”, disse.
Os apartamentos estão localizados em empreendimentos da CDHU na região da Raposo Tavares e no centro da capital. O governo também avalia oferecer aluguel social e cartas de crédito para famílias que tiveram a casa condenada.
“Nós vamos ofertar imóveis para que elas possam viver”, afirmou Branco.
O secretário acrescentou que, caso imóveis públicos sejam utilizados temporariamente pelas famílias atingidas, Sabesp e Comgás irão ressarcir o Estado pelos custos, incluindo mobília e preparação dos apartamentos.
A diretora de relacionamento institucional e sustentabilidade da Sabesp, Samanta Souza, afirmou que o auxílio emergencial de R$ 5.000 pago às famílias não substitui indenizações, reformas ou reconstruções dos imóveis atingidos pela explosão.
“Os R$ 5.000 não conversam com reforma, reconstrução e danos materiais”, afirmou. “Os R$ 5.000 são para que a pessoa tenha flexibilidade de tomar algumas decisões da sua vida corriqueira do dia a dia.”
Ela afirmou que Sabesp e Comgás irão custear integralmente os reparos, reconstruções e prejuízos materiais causados pela explosão.
“Tanto Sabesp quanto Comgás farão o ressarcimento dos danos materiais e das reformas e reconstruções dos imóveis”, disse Souza.
Souza afirmou ainda que 232 famílias já haviam sido cadastradas até a manhã desta quarta-feira (13) para recebimento do auxílio emergencial. Dessas, 84 já receberam os R$ 5.000 completos, enquanto as demais receberiam depósitos complementares ao longo do dia.
As concessionárias também iniciaram reparos em imóveis classificados com risco verde e amarelo pela Defesa Civil. “Nós estamos aqui com mais de 50 equipes atuando nas reformas dos imóveis”, declarou Souza.
Questionada sobre eventual divisão de responsabilidades entre as empresas, Souza evitou comentar. “Não há discussão em relação a valores. Estamos conjuntamente resolvendo o problema das famílias”, afirmou.
As declarações ocorreram após uma reunião convocada pelo governador Tarcísio de Freitas com secretários estaduais, concessionárias e órgãos envolvidos no atendimento às vítimas da explosão.
A Defesa Civil informou que 105 residências foram vistoriadas desde terça-feira (12). Dessas, 86 já foram liberadas para retorno imediato dos moradores, 14 seguem interditadas de forma cautelar para reparos estruturais e cinco foram condenadas e precisarão ser demolidas.
“As casas que foram liberadas não significa que não têm danos”, afirmou o tenente Maxwel Souza, porta-voz da Defesa Civil estadual. “TV quebrada, geladeira quebrada, sanca que caiu. Isso tudo vai ser recomposto e ressarcido.”
As equipes das concessionárias começaram a entrar nos imóveis logo após as vistorias estruturais para registrar prejuízos materiais e iniciar os reparos emergenciais.
A explosão matou o segurança Alex Sandro Fernandes Nunes, 49. Outros três homens ficaram feridos, sendo dois ainda hospitalizados.



