Trump ameaça China com tarifa adicional de 50% em nova retaliação


O presidente americano Donald Trump disse nesta segunda-feira (7) que, caso a China não retire as taxas de retaliação sobre os EUA, ele aplicará uma taxa adicional de 50% sobre os produtos chineses.

Em seu perfil na Truth Social, Trump disse que “além disso, todas as negociações com a China referentes às reuniões solicitadas por eles conosco serão encerradas! As negociações com outros países, que também solicitaram reuniões, começarão a ocorrer imediatamente”.

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Fala de Trump em seu perfil no Truth Social (Foto: Reprodução)

O que diz a China

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês criticou a forma como Trump tem levado as negociações e afirmou que as ameaças e a pressão não são as maneiras corretas de lidar com a China. Ele descreveu as “tarifas recíprocas” de Trump como “bullying”.

Segundo o porta-voz Lin Jian, as tarifas são “unilateralismo e protecionismo típicos, além de bullying econômico”. Ele disse ainda que as tarifas dos Estados Unidos em nome da reciprocidade atendem apenas os próprios norte-americanos, enquanto prejudicam outros países.

Trump aplicou uma tarifa de 34% sobre os produtos chineses, na semana passada, o que elevou o total de tarifas sobre a China este ano para 54%. Frente a essa taxação, a China reagiu com uma série de contramedidas.

“O abuso de tarifas pelos Estados Unidos equivale a privar os países, especialmente os do Sul Global, de seu direito ao desenvolvimento”, disse Lin, fazendo referência à diferença de renda entre pobres e ricos que cresce cada vez mais no mundo. Ele disse também que os países menos desenvolvidos serão os mais impactados nessa guerra tarifária.

De acordo com o porta-voz, todos os países deveriam sustentar consultas, a construção, o compartilhamento conjuntos e o “multilateralismo genuíno”.

Para a China, as tarifas recíprocas dos EUA são uma “nova preocupação comercial” e o país apresentará esta afirmação durante uma reunião da Organização Mundial do Comércio, que ocorrerá no próximo dia 9 de abril.

Segundo fontes da área comercial, esse movimento é visto como um passo em direção à formação de uma coalizão mais ampla para se opor às taxas. A China já apresentou uma reclamação formal ao órgão de fiscalização com sede em Genebra.

Lin ainda fez um apelo, pedindo que os países se oponham conjuntamente a todas as formas de unilateralismo e protecionismo, para proteger o sistema internacional e o sistema de comércio multilateral de acordo com os valores das Nações Unidas e da OMC.





Fonte: ICL Notícias

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