Trump ameaça Cuba: ‘Faça um acordo antes que seja tarde demais’


Depois de sequestrar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Donald Trump agora mira seus canhões contra Cuba. Nas redes sociais neste domingo, o americano ameaçou Havana e alertou que o governo da ilha deveria fazer um acordo “antes que seja tarde demais”.

Ele ainda sugeriu que seria uma boa ideia que Marco Rubio, seu chefe da diplomacia, fosse o novo presidente de Cuba.

Nas redes sociais, Trump escreveu:

Cuba viveu, durante muitos anos, de grandes quantidades de PETRÓLEO e DINHEIRO da Venezuela. Em troca, Cuba forneceu “Serviços de Segurança” para os dois últimos ditadores venezuelanos, MAS ISSO ACABOU! A maioria desses cubanos MORREU no ataque dos EUA da semana passada, e a Venezuela não precisa mais de proteção contra os bandidos e extorsionários que os mantiveram reféns por tantos anos. A Venezuela agora tem os Estados Unidos da América, as forças armadas mais poderosas do mundo (de longe!), para protegê-la, e nós a protegeremos.

NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO NEM DINHEIRO PARA CUBA – NADA! Sugiro fortemente que façam um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS.

O foco sobre Cuba ganhou força depois da derrubada de Maduro. O êxito da operação deu maior espaço para a estratégia da ala mais radical da Casa Branca, liderada por Rubio, filho de cubanos.

A avaliação de Washington é de que Havana apenas sobreviveu nos últimos anos graças ao petróleo venezuelano. A partir de agora, esse abastecimento seria suspenso, deixando Havana em uma situação dramática.

Não por acaso, desde a queda de Maduro, o governo em Cuba elevou o tom de críticas contra os EUA e tenta, com sua diplomacia, mobilizar aliados pelo mundo. A esperança de Havana é ainda a de contar com o apoio da China, Rússia e Brasil.

No caso de Brasília, apesar de uma relação importante com a ilha, não houve e não se cogita, pelo menos por enquanto, qualquer abastecimento de combustível para Cuba.

Para a ala mais ideológica nos EUA, uma eventual queda do governo castrista representaria uma vitória da ofensiva americana no Hemisfério e a concretização de um antigo sonho da Casa Branca.

Durante o governo de Barack Obama, Washington buscou uma normalização das relações com a ilha, promovendo uma retirada de sanções e até mesmo com a visita do democrata para Havana.

Trump, porém, reverteu a direção da estratégia e ainda colocou Cuba na lista de países que promovem o terrorismo.





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