O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (15) que o acordo de paz com o Irã já foi assinado por parte dos americanos e garantiu que a relação com o governo de Teerã é “muito boa”. Depois de três meses de conflitos, o americano desembarcou no G7 em Evian com um discurso de que o momento seria de cooperar com os iranianos.
O posicionamento de Trump se contrasta com as atitudes e declarações por parte do governo de Israel, que rejeitou a ideia de que o pacto signifique a retirada de suas tropas do Líbano.
Falando ao lado de Emmanuel Macron, presidente da França, Trump insistiu que o Irã “não terá armas nucleares”. “Eles concordaram com isso”, disse Trump.
Trump ainda indicou que “se deu muito bem” com o Irã nas negociações e que, depois de eliminar diversos líderes em Teerã, estaria satisfeito com a relação com o atual governo. “Senti muito que tivemos que voltar e atacar por duas noites”, acrescentou. “Espero que seja uma boa relação. E se não for, voltamos à estaca zero”, disse.
Estreito parcialmente aberto
O americano ainda garantiu que o pacto está “totalmente assinado” e que o Estreito de Ormuz já está “parcialmente aberto”. Segundo ele, o local estará “completamente aberta” até sexta-feira, quando acontece uma cerimônia oficial de anúncio do pacto, em Genebra.
Segundo Trump, os navios estão “começando a navegar” pelo estreito.
O Irã também indicou estar tomando “medidas necessárias”, juntamente com Omã, para guiar os navios com segurança pelo Estreito.
O presidente americano alertou, porém, que as sanções contra os iranianos não serão retiradas até que o acordo seja cumprido, algo que o governo de Teerã desmente e garante que o tema é central no pacto. “É uma questão de comportamento. Se eles fizerem o que devem fazer, isso começa a surtir efeito”, disse Trump.
Já Macron afirmou que a França e o Reino Unido irão liderar uma missão para coordenar a reabertura do Estreito de Ormuz. Segundo ele, o esforço marítimo e naval envolverá cerca de 20 países.



