Ufam e UEA suspendem aulas após greve no transporte coletivo em Manaus



Universidade Federal do Amazonas e Universidade do Estado do Amazonas suspenderam aulas presenciais nesta quarta-feira, 16, em Manaus (Composição de Belle Pena/Cenarium)

16 de abril de 2025

Ana Pastana – Da Cenarium

MANAUS (AM) – A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) suspenderam as aulas nesta quarta-feira, 16, em decorrência da greve dos trabalhadores do transporte público, que acontece pelo segundo dia em Manaus. As instituições comunicaram a medida por meio das redes sociais.

A Ufam informou que as atividades serão mantidas de forma remota na capital. A universidade federal já havia suspendido as aulas presenciais nessa terça-feira, 15, dia em que 30% dos coletivos deixaram de circular na cidade.

“A Universidade Federal do Amazonas comunica que, diante da manutenção do cenário de greve do sistema do transporte urbano de Manaus, na quarta-feira, 16 de abril de 2025, as atividades acadêmicas e administrativas serão mantidas de forma retoma na capital”, diz o comunicado.

A UEA também permanece com as aulas suspensas. Assim como a Ufam, a instituição estadual também suspendeu as aulas na terça-feira.

“A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) informa que, em virtude da paralisação do transporte coletivo em Manaus, estão suspensas as atividades acadêmicas, na capital, nesta quarta-feira (16/4)”, informou a UEA.

Paralisação

Conforme determinação judicial, deverá ser mantida, em horários de pico, 70% da frota, e 50% em horário normal. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, a categoria reivindica a retirada dos cobradores e a sobrecarga de trabalho ao motorista, que passaria a exercer a função de cobrar pela passagem de ônibus. Além disso, os trabalhadores também querem 12% do reajuste salarial.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, afirmou, durante coletiva de imprensa nessa terça-feira, que a greve dos trabalhadores do transporte público de Manaus não teria prazo para acabar. A paralisação parcial teve início após uma decisão judicial que autorizou o movimento rodoviário a retirar das ruas, parcialmente, a frota.

Motorista do transporte coletivo (Dhyeizo Lemos/Semcom)

A greve vai continuar até que haja uma solução positiva para os trabalhadores. Amanhã, com certeza, a greve vai ser maior do que hoje, vai ser paralisado 50%, de acordo com a decisão judicial, e vamos manter 70% em horários de pico. A greve não tem prazo para acabar, nós estamos exigindo o que é nosso, 12% do ajuste de salário, cesta básica e a permanência dos cobradores”, disse o representante da categoria durante entrevista coletiva nessa terça-feira.

Em nota, a Prefeitura de Manaus afirmou que monitora com máxima atenção o movimento grevista e as negociações com as partes envolvidas.

Veja o que diz a Prefeitura de Manaus:

A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), informa que monitora, com máxima atenção, o movimento grevista anunciado pelo Sindicato dos Rodoviários para esta terça-feira, 15, bem como o andamento das negociações entre as partes envolvidas.

Em respeito à população e ao direito à mobilidade urbana, o município ressalta que está ciente da decisão liminar proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, no âmbito do Dissídio Coletivo de Greve nº 0000404-49.2025.5.11.0000, que determina a manutenção de, no mínimo, 70% da frota de ônibus em circulação nos horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h) e 50% nos demais períodos. A decisão também proíbe o bloqueio de garagens e qualquer ação que comprometa a prestação do serviço essencial à população.

O Immu atua com sua equipe técnica em regime de monitoramento e fiscalização para garantir o cumprimento das determinações judiciais, assegurando a continuidade do serviço de transporte coletivo e mitigando os impactos à rotina da cidade.

A Prefeitura de Manaus reforça sua posição institucional de respeito ao direito de manifestação dos trabalhadores, mas destaca que a responsabilidade com a coletividade deve prevalecer. O Executivo municipal defende o diálogo como instrumento fundamental para a construção de soluções equilibradas, que preservem os direitos da categoria e, sobretudo, assegurem a qualidade e a regularidade do serviço público de transporte à população”.

Leia mais: Rodoviários e Immu negociam sobre fim da greve dos ônibus em Manaus
Editado por Adrisa De Góes
Revisado por Gustavo Gilona



Fonte: Agência Cenarium

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