A TEIA DE VORCARO – ICL Notícias


Enquanto a Polícia Federal investiga os detalhes dos crimes cometidos pelos administradores do Banco Master naquela que pode ser a maior fraude do setor financeiro no Brasil, a revelação de nomes de personagens poderosos do Legislativo, Judiciário e Executivo ligados a Daniel Vorcaro, dono da instituição, dão uma ideia da amplitude de sua atuação de lobby.

A personalidade mais recente foi trazida à luz pela coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles, segundo a qual o  escritório de advocacia da família do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski foi contratado pelo Banco Master no período de 2023 a agosto de 2025. De fevereiro de 2024 e 9 de janeiro deste ano Lewandowski ocupou o posto de ministro da Justiça do governo Lula, pasta que comanda a Polícia Federal.

O ex-ministro se desligou do escritório em 17 de janeiro de 2024, pouco antes de assumir o cargo no governo e passou o comando à sua mulher, Yara de Abreu Lewandowski, e ao filho do casal, Enrique Lewandowski. Mesmo após a saída do ministro, o escritório continuou prestando serviços ao Master.

O contrato de consultoria jurídica teria o valor de R$ 250 mil mensais e teria rendido R$ 6,5 milhões brutos ao escritório da família de Lewandowski, dos quais R$ 5,25 milhões após a ida dele para o Ministério da Justiça.

Em nota encaminhada à Folha de S. Paulo, a assessoria de Lewandowski comentou o assunto: “Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça e de Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos”.

A Operação Compliance Zero, em que a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro, foi realizada em 17 de novembro, quando Lewandowski ainda era ministro da Justiça.

A revelação sobre o ex-chefe da pasta da Justiça levou a um outro nome ligado ao governo: ao Metrópoles, o senador Jacques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado,  admitiu que foi ele quem indicou Ricardo Lewandowski ao Master, quando “foi consultado sobre um bom jurista”.

A principal relação de Wagner no Master era com o ex-sócio de Vorcaro e ex-CEO do Master, o economista baiano Augusto Ferreira Lima.

Essa teia de ligações de Vorcaro com o poder também inclui o ex-ministro da Fazenda de governos petistas Guido Mantega. Ele recebia cerca de R$ 1 milhão por mês e teria como principal atribuição ajudar nas negociações para a venda do Banco Master ao BRB, banco público do Distrito Federal. A operação foi barrada pelo Banco Central (BC) em setembro de 2025.

Apesar disso, a consultoria prestada por Mantega teria continuado até poucas semanas antes da liquidação do Banco Master.

Segundo informações da CNN e do UOL, foi Mantega quem articulou uma reunião entre Vorcaro e o presidente Lula, fora da agenda. O encontro aconteceu no Palácio do Planalto, no final de 2024. Também estavam presentes o ex-sócio do banco, Augusto Lima, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que já havia sido indicado ao cargo, que assumiria poucos dias depois.

Pelo relato do UOL, Vorcaro falou sobre a situação do mercado e do banco, mas pessoas que presenciaram a reunião relatam que Lula teria dito que todos os assuntos referentes à instituição teriam de ser tratados pelo Banco Central, “de forma técnica”, e que não se envolveria no assunto.





ICL – Notícias

Turistas estrangeiros gastam R$ 25 bi no Brasil em 5 meses

Alana Gandra – da Agência Brasil Os gastos de turistas internacionais no Brasil...

Amazonas Repórter

Tudo

Alertas de segurança para transações financeiras online

Descubra como os alertas de segurança para transações financeiras online em tempos de pandemia podem proteger seu dinheiro contra ameaças!