Acordo de colaboração de Mauro Cid corre risco após PF achar dados deletados, diz site

A recuperação de arquivos deletados nos computadores de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, permitiu à Polícia Federal (PF) cruzar novas informações com dados de outros investigados, reforçando as investigações sobre a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, conduzida por apoiadores radicais de Bolsonaro. A informação é da jornalista Daniela Lima, no G1.

Utilizando um equipamento israelense, a PF conseguiu restaurar dados apagados, revelando mensagens que detalham os planos para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito presidente em 2022.

PF - Polícia Federal

Essa descoberta levou a PF a adiar a conclusão do relatório final da investigação, inicialmente previsto para este mês. O cruzamento das informações pode resultar no indiciamento de Bolsonaro e de alguns de seus aliados mais próximos.

Além disso, os dados recuperados nos dispositivos de Mauro Cid colocaram em risco a continuidade do acordo de colaboração firmado por ele com as autoridades. Para manter os benefícios do acordo, Cid havia se comprometido a fornecer todas as informações relevantes sobre os crimes em que esteve envolvido ou dos quais tinha conhecimento.

A PF agora avalia se o acordo permanecerá válido, considerando que Cid foi gravado fazendo críticas à atuação da polícia, conforme revelado por mensagens obtidas pela revista *Veja*.

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