Investigação da Polícia Federal aponta que agentes da própria corporação, incluindo policiais da ativa, aposentados e uma delegada, atuavam em favor dos interesses do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a decisão do ministro André Mendonça, do STF, o grupo conhecido como “A Turma” era responsável por intimidar adversários, acessar dados sigilosos e monitorar alvos de interesse da organização.
A apuração integra a 6ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14), que teve como alvo Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, além de outros investigados suspeitos de integrar uma estrutura criminosa voltada à coação, obtenção ilegal de informações e invasão de sistemas.
De acordo com a PF, o núcleo era liderado por Marilson Roseno da Silva e contava com apoio de integrantes da Polícia Federal para acessar sistemas internos e repassar informações confidenciais. Entre os investigados estão policiais federais da ativa e aposentados, além da delegada Valéria Vieira Pereira da Silva.
As investigações também identificaram um segundo grupo, chamado “Os Meninos”, especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas e monitoramento ilegal. Segundo a PF, ambos os núcleos eram coordenados por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.
Henrique Vorcaro foi preso em Nova Lima (MG). A defesa afirma que a decisão judicial se baseia em fatos cuja legalidade e justificativa ainda não teriam sido devidamente comprovadas no processo.



