No primeiro dia de reuniões do G7, em Evian, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump não se reuniram de forma bilateral.
O evento, sediado pela França, termina nesta quarta-feira e não se descarta que Lula e Trump tenham algum contato protocolar. Mas, com as negociações técnicas sobre tarifas ainda em andamento, a avaliação de ambos os lados é de que não há ainda espaço que justifique levar o tema para o nível político mais elevado em um encontro formal.
O governo brasileiro explicou que a ausência de um contato pessoal entre os dois líderes não significa qualquer mal-estar e insiste que Lula sempre agirá com “pragmatismo” nesses encontros.
A cúpula começou com uma foto de família entre os chefes de governo dos países que fazem parte do bloco e quatro convidados, entre eles o Brasil.
Ao subir ao local reservado para a foto, Lula foi abraçado por Antonio Costa, presidente do Conselho Europeu. Ele ainda saudou Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, e o presidente do Egito, Al Sisi.
O egípcio estava ao lado de Trump. Mas, neste momento, Lula foi orientado a ir para o outro lado do grupo, já para se posicionar para a foto.
No espaço reservado para ele, o brasileiro saudou Friedrich Merz, chanceler alemão, e Ursula van der Leyen, presidente da Comissão Europeia.
Ao final da foto, Lula continuou a conversa com a europeia, com a ajuda de seu intérprete. Neste momento, Trump passou por ele e pareceu fazer um gesto na direção de Lula. O brasileiro, porém, não reagiu. O governo garante que Lula jamais teria esnobado o americano de forma deliberada.
Ao entrar na sala de reuniões, Lula foi colocado ao lado de Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá.
Na noite desta terça-feira, os dois presidentes estarão de novo na mesma sala, desta vez para um jantar e um evento cultural promovido pelos anfitriões franceses.



