Índices futuros avançam com expectativa de acordo EUA-Irã


Os índices futuros de Nova York operam em alta nesta sexta-feira (22), impulsionados pela expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã e pelo otimismo renovado em torno da inteligência artificial (IA). O mercado reagiu a declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que apontou “bons sinais” para um possível acordo de paz no Oriente Médio, embora tenha alertado para impasses envolvendo o controle do Estreito de Ormuz.

No radar dos investidores, a posse de Kevin Warsh na presidência do Federal Reserve, o banco central estadunidense, concentra atenções ao longo do dia, em meio à busca por pistas sobre os próximos passos da política monetária nos EUA. Dados de confiança do consumidor e discursos de dirigentes do Fed também seguem no foco.

No Brasil, agentes financeiros acompanham a reunião trimestral do Banco Central com economistas e a divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas do governo, considerado relevante para a avaliação do cenário fiscal. No ambiente corporativo, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) aparece entre os destaques após anunciar uma oferta de ações vista pelo mercado como um passo em direção à privatização da companhia.

Brasil

O mercado financeiro operou sob forte volatilidade na quinta-feira (21), impulsionado por rumores de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito que já se aproxima de 100 dias. O Ibovespa encerrou o pregão com leve alta de 0,17%, aos 177.649 pontos, ampliando os ganhos registrados na sessão anterior. O movimento ocorreu principalmente durante a tarde, quando investidores reagiram rapidamente às notícias vindas do Oriente Médio.

Até o início da tarde, a Bolsa brasileira operava em queda. O cenário mudou após a divulgação de informações indicando que EUA e Irã teriam avançado para um acordo final de paz.

Europa

As bolsas europeias operam no campo positivo, com atenções voltadas às negociações de cessar-fogo entre EUA e Irã. No âmbito macro, as vendas no varejo do Reino Unido caíram 1,3% em abril em relação ao mês anterior, após um aumento de 0,6% em março. O setor foi impactado pela queda de mais de 10% nas vendas de combustível em meio à volatilidade dos preços devido à guerra no Oriente Médio.

STOXX 600: +0,54%
DAX (Alemanha): +0,57%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,33%
CAC 40 (França): +0,37%
FTSE MIB (Itália): +0,51%

Estados Unidos

O foco do dia é a posse de Kevin Warsh, escolhido por Donald Trump para presidir o Federal Reserve, o banco central estadunidense. Ele sucederá Jerome Powell, com quem Trump teve vários embates públicos devido à condução da política monetária.

Dow Jones Futuro: +0,24%
S&P 500 Futuro: +0,30%
Nasdaq Futuro: +0,54%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em alta, com os investidores repercutindo Wall Street na véspera e de olho nas negociações de cessar-fogo no Oriente Médio.

Shanghai SE (China), +0,87%
Nikkei (Japão): +2,68%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,86%
Nifty 50 (Índia): +0,53%
ASX 200 (Austrália): +0,41%

Petróleo

Os preços do petróleo sobem após três dias de quedas, com foco nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

Petróleo WTI, +2,74%, a US$ 98,99 o barril
Petróleo Brent, +3,18%, a US$ 105,92 o barril

Agenda

Nos EUA, serão divulgados dados da confiança do consumidor de maio.

Por aqui, no Brasil, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a um dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que estabelece que os municípios de até 65 mil habitantes não dependem mais de adimplência fiscal para celebrar transferências voluntárias. A votação ocorreu na quinta-feira (21) em sessão conjunta de senadores e deputados, em Brasília. O trecho da LDO diz que “a emissão de nota de empenho, a realização das transferências de recursos e a assinatura dos instrumentos, bem como a doação de bens, materiais e insumos, não dependerão da situação de adimplência do município de até sessenta e cinco mil habitantes”. Ao vetar a regra, o governo alegou que há “vício de inconstitucionalidade” e que a obrigação de adimplência está prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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