Os mercados iniciam esta quarta-feira (3) sob pressão após a intensificação das tensões entre Estados Unidos e Irã, fator que impulsionou os preços do petróleo pelo terceiro dia consecutivo e contribuiu para a queda dos índices futuros americanos. Apesar dos episódios recentes de confrontos, autoridades dos EUA afirmam que seguem em negociação com Teerã para evitar uma escalada do conflito.
No campo econômico, os investidores acompanham a divulgação de dados de produção industrial em diversas economias. No Brasil, a expectativa é de avanço moderado da atividade industrial em maio, enquanto a balança comercial deve registrar superávit relevante no período. Nos Estados Unidos, as atenções se voltam para os números de emprego da pesquisa privada ADP e para a publicação do Livro Bege, que pode oferecer sinais sobre os próximos passos da política monetária.
No cenário doméstico, o presidente Lula reúne ministros pela primeira vez após as recentes mudanças na Esplanada. Também está prevista a publicação das diretrizes para o primeiro leilão de contratação de baterias para o setor elétrico, iniciativa considerada estratégica para a expansão da infraestrutura energética do país.
Brasil
O mercado financeiro brasileiro encerrou a terça-feira (2) em alta, interrompendo uma sequência de cinco pregões consecutivos de perdas. O Ibovespa avançou 1,16%, fechando aos 174.197 pontos, enquanto o dólar comercial recuou 0,27%, para R$ 5,01.
O desempenho positivo ocorreu mesmo após a divulgação de uma proposta do governo dos Estados Unidos para aplicar uma tarifa adicional sobre determinados produtos brasileiros, medida que voltou a elevar as preocupações sobre as relações comerciais entre os dois países.
Analistas avaliam que o impacto econômico tende a ser concentrado em setores específicos, como aço, alumínio, carne bovina, calçados e têxteis, reduzindo os riscos para o conjunto da economia.
Europa
As bolsas europeias operam no campo negativo, com os investidores repercutindo as novas tarifas propostas pelos EUA, que devem atingir 60 parceiros comerciais devido à suposta falha desses países em proibir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado. Podem ser afetados China, União Europeia e Japão.
STOXX 600: -0,43%
DAX (Alemanha): -0,85%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,36%
CAC 40 (França): -0,42%
FTSE MIB (Itália): -0,51%
Estados Unidos
Os índices futuros recuam, com os agentes repercutindo a baixa do petróleo e à espera de dados macroeconômicos, como o relatório de empregos do setor privado da ADP referente a maio, dados finais de bens duráveis e pedidos à indústria de abril.
Dow Jones Futuro: -0,28%
S&P 500 Futuro: -0,08%
Nasdaq Futuro: -0,02%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam mistos. O destaque da região foi o índice Nikkei 225, do Japão, que atingiu recorde histórico.
Shanghai SE (China), +0,22%
Nikkei (Japão): +2,50%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,56%
Nifty 50 (Índia): -0,48%
ASX 200 (Austrália): +0,70%
Petróleo
Os preços do petróleo operam em alta, com os traders avaliando a incerteza em relação às negociações entre os EUA e o Irã, após os dois países lançarem novos ataques na terça-feira.
Petróleo WTI, +2,75%, a US$ 96,34 o barril
Petróleo Brent, +2,54%, a US$ 98,46 o barril
Agenda
Nos EUA, serão divulgados dados do emprego privado (ADP) de maio; o PMI e ISM de serviços (final) de maio; encomendas à Indústria de abril e o Livro Bege, do Federal Reserve, o banco central estadunidense.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



