O Ministério Público (MP) arquivou um inquérito civil que investigava o déficit nos Correios e a responsabilidade da gestão do ex-presidente Fabiano Silva dos Santos, que pediu demissão da presidência da estatal há um ano. A apuração também envolvia a análise de eventual ato de improbidade administrativa.
De acordo com a conclusão do MP, não houve demonstração de dolo, irregularidade ou responsabilidade pessoal da antiga administração pelo prejuízo da estatal, que chegou a R$ 8,5 bilhões em 2025.
A investigação foi aberta em meio à pressão por explicações sobre o resultado negativo da empresa pública.

Como o inquérito civil foi arquivado, não houve indiciamento nem ação judicial por improbidade, o que encerra a responsabilização individual da gestão analisada.
Uma perícia técnica realizada durante o processo apontou que a deterioração financeira está ligada a fatores externos e estruturais, e não a ações da diretoria anterior. Entre os elementos citados, estão o aumento da tributação sobre importados, a queda nas remessas internacionais e o crescimento das despesas administrativas e trabalhistas dos Correios.
O Ministério Público considerou que o déficit deve ser entendido dentro de um contexto mais amplo, ligado a mudanças no comércio eletrônico global, no cenário tributário e na dinâmica operacional do setor postal.



