Senador anuncia coleta de assinaturas para CPI sobre contrato milionário ligado a Moraes


O senador Alessandro Vieira (MDB) anunciou que irá coletar assinaturas, após o recesso parlamentar, para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar denúncias envolvendo um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório da família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O acordo, estimado em R$ 129 milhões, foi classificado pelo parlamentar como fora dos padrões da advocacia.

Segundo Vieira, além do valor do contrato, há denúncias de possível atuação direta do ministro em favor da instituição financeira, o que, se confirmado, seria incompatível com o exercício da magistratura. As informações foram divulgadas inicialmente pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

De acordo com a reportagem, o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, teria sido contratado para atuar em defesa dos interesses do Banco Master junto ao Banco Central, à Receita Federal e ao Congresso Nacional, com pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões por três anos.

A denúncia também aponta que Alexandre de Moraes teria feito contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar da aprovação da compra do Banco Master pelo BRB. Nem o STF, nem o ministro, nem o Banco Central se manifestaram sobre as acusações até o momento.

Moraes
Alexandre de Moraes (Foto: EBC)

Parlamentares da ala bolsonarista se manifestaram sobre o caso. O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou que, junto com o senador Eduardo Girão (Novo-CE), está coletando assinaturas para protocolar um novo pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes, além de uma notícia-crime ao Ministério Público Federal.

Segundo ele, as iniciativas se baseiam nas mesmas denúncias envolvendo o contrato do Banco Master com o escritório ligado à família do ministro.

O Banco Master é controlado por Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal por crimes financeiros. As investigações foram retomadas recentemente por decisão do ministro Dias Toffoli, que autorizou novas diligências no caso.





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