STF cobra manifestação da PGR sobre atuação de Big Techs em Inquérito


Por Cleber Mendonça

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre os recursos apresentados por Meta e X Brasil contra decisões que impuseram a entrega direta de dados à Polícia Federal. A solicitação à PGR foi registrada nesta segunda-feira (31), com base em despacho assinado por Moraes em 19 de março, no âmbito do Inquérito 4970.

O inquérito investiga a atuação de influenciadores digitais e grupos organizados suspeitos de promover ataques ao sistema eleitoral, à democracia e às instituições, com base em informações falsas ou manipuladas. Allan dos Santos é um dos principais alvos e encontra-se atualmente foragido no exterior.

PGR e STF

Allan dos Santos (Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil)

A Meta, controladora do Facebook e do Instagram, questiona a legalidade da decisão que determinou a quebra de sigilo de dados relacionados a Allan dos Santos. A empresa sustenta que a ordem viola os limites definidos pela Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 51, especialmente porque o investigado não está em território nacional. Alega ainda que não há fundamentação suficiente para o período abrangido pela medida.

O X Brasil, antiga operação do Twitter, afirmou ter cumprido a determinação judicial, mas apontou que não houve uma nova ordem de preservação de dados e questionou a extensão temporal da quebra de sigilo, que vai de 1º de junho de 2024 a 1º de fevereiro de 2025. Segundo os recursos, a postagem considerada ponto de partida da investigação teria sido feita apenas em 21 de junho de 2024.

As duas empresas afirmam que a decisão judicial não especifica de forma clara os motivos para o recorte temporal adotado. O argumento é que a medida seria desproporcional, já que se baseia em uma única publicação e não haveria justificativa concreta para a coleta de dados de um período mais amplo.

Posição da PGR

O envio à PGR indica que Moraes busca respaldo institucional para as decisões já tomadas ou avalia a possibilidade de reanálise. Com isso, a resposta do órgão será considerada antes de qualquer eventual reconsideração sobre os pedidos das empresas.

A próxima etapa dependerá do parecer da PGR, que pode reforçar a legalidade das medidas ou recomendar ajustes. A análise do caso está restrita ao conteúdo dos recursos e à documentação constante no inquérito. O STF não se pronunciou sobre prazos ou possíveis mudanças na decisão original.



Fonte: ICL Notícias

Venezuela: Idosa e criança são salvas após 3 dias soterradas

Do Brasil de Fato As equipes de resgate na Venezuela correm contra o...

Aqui na terra tão jogando futebol

Mais uma vez, nesta Copa, os olhos do planeta se voltam para...

Amazonas Repórter

Tudo

Em Borba, David Almeida abre agenda na Calha do Madeira com foco na geração de emprego, produção local e infraestrutura

O pré-candidato ao Governo do Amazonas pelo Avante e ex-prefeito de Manaus, David Almeida, iniciou nesta quarta-feira (17/6) sua agenda na Calha do Madeira...