A inteligência artificial quebrou a internet


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A internet vai voltar para a fase beta. Essa é a conclusão de um artigo da The Atlantic sobre como a inteligência artificial, principalmente após o lançamento do ChatGPT, transformou a web e não exatamente de forma positiva. Universidades, empresas e governos adotaram ferramentas que cometem erros constantes, sabendo disso. É uma escolha deliberada de seguir com sistemas que funcionam “quase sempre”, mesmo que não seja o suficiente.

O resultado é uma internet degradada. Informações equivocadas, bots mal programados e produtos digitais instáveis viraram norma. As falhas, antes vistas como bugs temporários, agora se mostram características inerentes desses sistemas. Quando essa realidade encontra pessoas vulneráveis, as consequências  podem ser trágicas. A Rolling Stone relatou o caso de um usuário que desenvolveu uma relação obsessiva com uma “personalidade” do ChatGPT, batizada como Juliet, abandonou a medicação psiquiátrica e acabou morto pela polícia após um surto.

Relacionamentos com chatbots já são uma realidade normalizada, com comunidades no Reddit dedicadas a “namorados e namoradas de IA”. Esse tipo de interação engaja mais que consumo de pornografia ou redes sociais e suga as pessoas. Mesmo assim, o YouTube prepara uma espécie de “botão de slop”, o lixo digital, para gerar vídeos automaticamente com IA. A promessa é democratizar a criação, mas na prática ameaça inundar a plataforma com conteúdo sintético de baixa qualidade, tornando mais difícil a disputa por espaço e a vida dos criadores de carne e osso.

O efeito de tanta automação já é sentido no mercado de trabalho. O New York Times reportou que empregadores estão soterrados por currículos gerados por IA, com levas de candidaturas quase idênticas que geram frustração tanto nos recrutadores, quanto candidatos.

A IA foi vendida como uma tecnologia capaz de consertar os defeitos da internet, trazendo buscas mais precisas e serviços mais inteligentes. Em vez disso, estamos testemunhando o surgimento de uma web onde nunca sabemos se estamos conversando com humanos ou máquinas, se o conteúdo é real ou sintético, se as informações são confiáveis ou alucinações estatísticas.

Se na era da IA 90% de suas habilidades agora valem zero, os 10% restantes valem mil vezes mais, justamente porque representam o que ainda não pode ser automatizado. Isso vale para nossas vidas online e para offline também. Conseguir distinguir realidade de simulação será um dos atributos mais desejados no futuro.





Fonte: ICL Notícias

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