Empresa é denunciada à PF por suspeita de praticar crime ambiental



A denúncia sobre irregularidades foi formalizada na Polícia Federal (Composição: Paulo Dutra/CENARIUM)

03 de maio de 2025

Jadson Lima – Da Cenarium

MANAUS (AM) – O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico no Amazonas (Iphan-AM) acionou a Superintendência da Polícia Federal no Estado (PF-AM) para investigar a empresa RBA Estaleiro da Amazônia LTDA por suspeita de praticar crime ambiental em Manaus. De acordo com a denúncia, formalizada na terça-feira, 29, o empreendimento descumpriu uma orientação do órgão e realizou ações que podem ter destruído vestígios no sítio arqueológico Colônia Antônio Aleixo, na Zona Leste da capital amazonense.

Além da PF, o Iphan também formalizou denúncia no Ministério Público Federal (MPF) diante dos indícios de danos à área protegida no entorno do Encontro das Águas, localizado divisa dos rios Negro e Solimões, próximo a Manaus. Relatório produzido por agentes de fiscalização apontou que as escavações para a construção do muro atingiu “camadas de terra preta arqueológica”, o que pode ter destruído “urnas funerárias, fragmentos cerâmicos e líticos”. Veja foto:

Imagem mostra terra preta em sítio arqueológico o que indica crime ambiental (Divulgação)

A suspeita de irregularidade no local foi denunciada pela primeira vez em 11 de abril deste ano. Após a primeira denúncia, a fiscalização do Iphan buscou dados sobre possível solicitação para empreendimento no local, mas não havia registros de pedido de autorização. Quatro dias depois, em 15 de abril, o empreendimento foi notificado durante uma reunião entre o Iphan e representantes da empresa, sobre a suspeita de irregularidades.

Doze dias após o encontro, uma nova denúncia chegou ao Iphan, que mobilizou uma equipe da instituição ao local, a qual constatou que a empresa prosseguiu com terraplanagem e construção de muro, mesmo após notificação de embargo. O caso configura crime ambiental conforme a Lei 9.605/98 e violação à Lei 3.924/61, que protege patrimônios arqueológicos. Veja foto:

Área degradada, segundo o Iphan (Divulgação)A

Para a superintendente do Iphan no Estado, Beatriz Calheiro, a ação da empresa é um ataque deliberado a um local que possui tombamento federal. Ela também mencionou que a empresa ignorou a legislação brasileira e “destruiu evidências de ocupação pré-colonial”, o que provocou a formalização da denúncia em instituições federais, como a PF e o MPF.

Trata-se de um ataque deliberado a um sítio arqueológico e ao entorno dos Encontro das Águas, que tem tombamento federal, portanto, é protegido por lei. A empresa ignorou a legislação e destruiu evidências de ocupação pré-colonial e deverá ser penalizada por descumprir a orientação [embargo extrajudicial do Iphan“, declarou.

A CENARIUM entrou em contato com a PF no Amazonas e com o MPF para obter mais informações sobre o andamento da denúncia e questionou os órgãos sobre quais ações já estão em andamento. e aguarda retorno. A reportagem também tenta contato com a empresa citada para se manifestar sobre a denúncia. O espaço segue aberto.

Leia mais: Após denúncia, Petrobras é multada por crime ambiental no Amazonas; empresa aterrava igarapé dentro de refinaria
Editado por Izaías Godinho



Fonte: Agência Cenarium

Trabalhadores por conta própria têm as maiores jornadas no país

Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil Os trabalhadores por conta...

Desmatamento da Mata Atlântica tem queda de 28% em um ano

A área de desmatamento...

Amazonas Repórter

Tudo

“Nunca vou vender meus bitcoins nesta carteira”, diz maior crítico da moeda

O bitcoin voltou a valorizar em relação ao Dólar e levou surpresa até aos seus maiores críticos, como Peter Schiff, por exemplo. De...

Governo envia projeto de regulamentação da Reforma Tributária ao Congresso

OGoverno Federal enviou ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (24/4) o Projeto de Lei Complementar que institui o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a...