Estudo cria abordagem mais potente contra câncer no sangue


Pesquisadores brasileiros desenvolvem uma versão mais eficaz das células CAR-T, superando limitações do tratamento já existente

cancer sangue
Imagem: Kateryna Kon/Shutterstock

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Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma versão aprimorada da terapia com células CAR-T, que é utilizada no tratamento de linfoma não Hodgkin e leucemia linfoblástica aguda, como mostra um artigo da Agência FAPESP.

Atualmente, metade dos pacientes com esses dois tipos de câncer, que afetam células do sangue, não responde adequadamente a esse tratamento, que envolve modificar as células de defesa do paciente para atacar as células tumorais.

Descobertas do estudo

  • O estudo, realizado no A.C. Camargo Cancer Center e publicado na revista Cancer Research, identificou uma droga promissora que melhora a eficácia das células CAR-T ao inibir alterações epigenéticas que reduzem sua eficácia.
  • A pesquisa, liderada por Maria Letícia Rodrigues Carvalho, testou diversas drogas nas células CAR-T e encontrou um inibidor do complexo PRC2, que bloqueia a expressão de genes que dificultam a ação das células de defesa.
  • Nos testes realizados em células tumorais e camundongos, as células CAR-T modificadas com o inibidor eliminaram os tumores de maneira mais rápida e eficaz do que as convencionais.
Cancer Cells
Pesquisadores obtiveram sucesso na melhoria das células CAR-T, tornando-as mais eficazes no tratamento de tipos refratários de linfoma e leucemia – Imagem: crystal light/Shutterstock

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Os pesquisadores agora buscam avaliar a segurança da terapia em camundongos antes de considerar ensaios clínicos em humanos.

A modificação das células CAR-T pode melhorar a resposta imunológica e permitir tratamentos mais eficazes, mantendo os riscos de toxicidade sob controle.

Se os testes futuros forem positivos, a inibição do PRC2 poderá ser incorporada à produção de células CAR-T, ampliando as possibilidades terapêuticas para pacientes com câncer hematológico refratário.

imagem mostra células cancerígenas se reproduzindo
Estudo ainda testará segurança da terapia em camundongos antes de realizar ensaios com humanos (Imagem: Jezperklauzen/iStock)


Leandro Costa Criscuolo

Colaboração para o Olhar Digital

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, tendo como foco a pesquisa de redes sociais e tecnologia.




Fonte: Olhar Digital

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