Infantino perde apoio de países europeus e vê reeleição na Fifa ameaçada

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As federações de futebol da Sérvia e da Suécia anunciaram nesta segunda-feira (3) que não apoiam mais a candidatura de Gianni Infantino à reeleição para a presidência da Fifa. Com a decisão, os dois países se juntam ao País de Gales, que havia sido o primeiro a oficializar a retirada de apoio ao dirigente. A Inglaterra também deve seguir o mesmo caminho.

A decisão vem em meio à crise provocada pelo fracasso da proposta da Fifa de vender cerca de 20% de uma nova empresa responsável pela organização de competições, incluindo a Copa do Mundo. O projeto pretendia captar até US$ 4,2 bilhões com investidores privados, mas foi abandonado na última sexta-feira (31) após enfrentar forte resistência de federações e outras entidades do futebol.

A desistência da iniciativa intensificou as críticas à gestão de Infantino e passou a colocar em dúvida a conquista de um novo mandato pelo dirigente, que busca permanecer no comando da organização entre 2027 e 2031.

Em comunicado, a Federação de Futebol do País de Gales afirmou que perdeu a confiança no presidente da Fifa em razão de problemas relacionados à governança, à condução dos processos internos, à liderança e ao relacionamento com as partes interessadas.

“As recentes falhas em boa governança, processos, liderança, valores, gestão das partes interessadas, comunicação e bom senso nos levaram a uma situação em que o sr. Infantino perdeu a confiança da FAW para permanecer à frente do futebol mundial”, disse o comunicado.

Segundo informações divulgadas pela Reuters, a Federação Inglesa também deve retirar seu apoio a Infantino, o que pode ampliar o isolamento do dirigente entre as principais federações europeias.

Procurada, a Fifa ainda não havia se manifestado.

Pressionado

Infantino enfrenta uma pressão inédita após as confederações continentais Uefa e Concacaf anunciarem, no sábado (1º), que deixaram de confiar em sua liderança. De acordo com o New York Post, citando fontes próximas ao caso, o dirigente recorreu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em busca de apoio.

A Uefa, que liderou a mobilização contra a proposta defendida por Infantino e comemorou sua rejeição, não confirmou as informações divulgadas pela imprensa de que estaria preparando uma ação judicial contra a Fifa. A entidade europeia informou, porém, que emitiu uma ordem para preservação de documentos, medida que impede a exclusão de e-mails, arquivos e outros registros em meio à possibilidade de uma investigação.

Em abril, Infantino declarou que pretende disputar um quarto mandato à frente da Fifa. Desde que assumiu a presidência da entidade em 2016, após suceder o suíço Sepp Blatter, ele foi reeleito por aclamação em duas oportunidades.

Embora a recondução de Infantino para o mandato de 2027 a 2031 fosse considerada praticamente certa, a rejeição à proposta expôs um descontentamento crescente entre os integrantes da Fifa, o que pode dificultar sua campanha antes do Congresso da entidade, marcado para março, no Marrocos.



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