Mercados mundiais avançam após acordo EUA-Coreia


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Os mercados mundiais operam em alta nesta quinta-feira (31), impulsionados pelo anúncio de um acordo comercial entre Estados Unidos e Coreia do Sul e pelos fortes balanços das gigantes de tecnologia Meta e Microsoft. O ambiente também é marcado pela expectativa em torno da divulgação do índice de inflação PCE nos EUA — principal referência do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) — e pelos próximos resultados financeiros de Amazon e Apple.

Após o fechamento da última sessão, o presidente Donald Trump afirmou, via Truth Social, que os EUA firmaram um pacto com a Coreia do Sul que inclui tarifa de 15% sobre importações sul-coreanas, sem taxação equivalente para os produtos norte-americanos.

No Brasil, os mercados ainda reagem à sobretaxa de 50% imposta pelos EUA a produtos brasileiros, com exceções para setores estratégicos.

No radar econômico, investidores acompanham os indicadores de emprego e contas públicas no Brasil, e nos EUA, os dados de auxílio-desemprego, exportações agrícolas e inflação via PCE, que podem influenciar os rumos da política monetária americana.

Empresas como Ambev, Vale, Gerdau, CSN e Mercado Livre também divulgam balanços hoje, reforçando o clima de alta volatilidade nos mercados globais.

Brasil

Ibovespa fechou a quarta-feira (30) com alta de 0,95%, aos 133.989 pontos, impulsionado pela exclusão de mais de 700 produtos brasileiros da nova tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O dólar à vista subiu 0,35%, a R$ 5,5892.

Entre os itens isentos estão aeronaves e componentes, o que fez as ações da Embraer (EMBR3) saltarem mais de 11%, liderando os ganhos do dia da Bolsa brasileira.

Em duas cartas divulgadas, a Casa Branca confirmou a imposição de uma tarifa adicional de 40% sobre os produtos brasileiros. No total, o Brasil será taxado em 50% a partir de 6 de agosto — sete dias contados a partir de ontem.

Europa

As bolsas europeias avançam, com lucros positivos impulsionando o otimismo em relação à resiliência dos lucros corporativos. O índice Stoxx Europe 600 subiu 0,4%, liderado pela Shell, que apresentou lucros acima do esperado, e pela Rolls-Royce Holdings, que elevou sua perspectiva para o ano em meio a economias.

STOXX 600: +0,38%
DAX (Alemanha): +0,61%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,38%
CAC 40 (França): +0,33%
FTSE MIB (Itália): +0,10%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam no campo positivo, depois que o Federal Reserve confirmou as expectativas e manteve as taxas juros no patamar de 4,25% a 4,5%. No entanto, a decisão apresentou a primeira dissidência formal desde 1993. Os diretores Christopher Waller e Michelle Bowman votaram por um corte de 0,25 ponto percentual, o que, na visão de analistas, é sinal de que a autoridade monetária está sob pressão por corte de juros.

Dow Jones Futuro: +0,41%
S&P 500 Futuro: +1,03%
Nasdaq Futuro: +1,37%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira. Investidores reagiram à decisão do Banco do Japão de manter os juros em 0,5% pela quarta vez seguida. Também pesaram as novas tarifas dos EUA sobre importações da Coreia do Sul e da Índia. Na China, a atividade industrial caiu ao menor nível em três meses. O recuo reflete queda nas exportações e demanda interna fraca, apesar da trégua comercial com os EUA.

Shanghai SE (China), -1,18%
Nikkei (Japão): +1,02%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,60%
Nifty 50 (Índia): +0,27%
ASX 200 (Austrália): -0,16%

Petróleo

O petróleo opera perto da estabilidade nesta quinta-feira, após encerrar a sessão anterior no nível mais alto em quase seis semanas, em meio a ameaças do presidente Donald Trump de penalizar a Índia por comprar petróleo bruto da Rússia e ao endurecimento das sanções dos EUA contra o fornecimento do Irã.

Petróleo WTI, -0,11%, a US$ 69,92 o barril
Petróleo Brent, -0,14%, a US$ 73,14 o barril

Agenda

Nos EUA, estão na agenda a divulgação do indice PCE de junho e o balanço de exportação de grãos.

Por aqui, no Brasil, a legalidade das tarifas impostas por Donald Trump ao Brasil será decidida pela Justiça dos EUA, mas o julgamento pode se arrastar até 2026. A base legal usada, a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), é contestada por especialistas e será tema de audiência nesta quinta (31). Mesmo se invalidada, outras leis podem sustentar as sobretaxas. Além disso, há uma investigação comercial contra o Brasil que pode levar a novas tarifas. O decreto americano prevê ajustes nas punições, inclusive retaliações caso o Brasil reaja.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





Fonte: ICL Notícias

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