Versão nacional das canetas para emagrecer chega às farmácias nesta semana


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Começam a ser vendidas nesta segunda-feira (4) as primeiras canetas para emagrecimento e controle do diabetes totalmente produzidas no Brasil. Fabricadas pela EMS, as versões nacionais Olire e Lirux chegam às farmácias das regiões Sul e Sudeste com preços mais baixos e promessa de autonomia para a indústria nacional. A venda das canetas emagrecedoras só será permitida mediante prescrição médica.

Ao todo, 150 mil canetas estão sendo distribuídas nesta primeira etapa: 100 mil da versão voltada à obesidade (Olire) e 50 mil para o tratamento do diabetes tipo 2 (Lirux). Pela primeira vez, o país fabrica internamente a liraglutida, substância presente nos famosos Saxenda e Victoza, usados para controle de peso e diabetes tipo 2.  A produção nacional se tornou possível após a aprovação da Anvisa em dezembro de 2024.

Apesar de terem a liraglutida, mesmo princípio ativo dos medicamentos importados, as canetas Olire e Lirux não são considerados genéricos.

Versão nacional das canetas para emagrecer chega às farmácias nesta segunda

A caneta Lirux, da EMS, para tratar diabetes/ Foto: Divulgação/EMS

Os preços sugeridos partem de R$ 307,26 por unidade. Há combos promocionais: duas canetas de Lirux saem por R$ 507,07; três de Olire, por R$ 760,61. Quem se cadastrar no programa de fidelidade da EMS ainda pode ter desconto adicional de 10% no segundo produto.

Como funcionam as canetas?

Apesar de terem a liraglutida, mesmo princípio ativo dos medicamentos importados, as canetas Olire e Lirux não são considerados genéricos.

A substância liraglutida age no sistema nervoso central, ajudando a reduzir o apetite e controlar os níveis de açúcar no sangue. O tratamento é feito com aplicações diárias e costuma resultar em perda de 4 a 6 quilos, além de melhorar indicadores cardiovasculares.

A mesma empresa também deve produzir versões nacionais das canetas com semaglutida, uma substância usada no Ozempic e no Wegovy, que têm aplicação semanal. A expectativa é que esses novos medicamentos cheguem ao mercado brasileiro no segundo semestre de 2026, quando vence a patente da semaglutida no país, hoje sob controle da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk.





Fonte: ICL Notícias

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